23 de janeiro de 2012 às 12h30min - Por Mário Flávio

Na semana passada, oposição e situação travaram um duelo sobre a passagem dos 49 anos da morte do Mestre Vitalino. Os integrantes da Frente Jovem da oposição enviaram nota, alegando que as homenagens foram pífias. A prefeitura de Caruaru rebateu e disse que o que foi feito, é necessário.

Mostrando que a polêmica ainda está em evidência, a secretaria de Imprensa de Caruaru, enviou nota sobre a missa em homenagem ao mestre. No texto, assinado pela jornalista Fernanda Sales, a Secom afirma que a emoção tomou conta dos presentes. Segue abaixo o texto.

Missa de Vitalino emociona fiéis e moradores do Alto do Moura

Foi em clima de alegria que familiares de Vitalino e moradores do Alto do Moura e se uniram a fiéis de São Sebastião na procissão em homenagem ao santo padroeiro da comunidade e ao artista, que tornou o Alto do Moura nacionalmente conhecido pela arte do barro. 

A missa campal realizada no último domingo (22) foi celebrada pelo Pe. Everaldo na área externa da Igreja de São Sebastião, no Alto do Moura.  Apesar de ser uma solenidade alusiva aos 49 anos da morte de Vitalino, o clima era só de alegria. “Essa hora ele está lá no céu vendo a alegria da gente aqui e é assim que ele gosta”, disse o filho Severino Vitalino. A missa teve a presença das bandas de pífano Taquari e Dois Irmãos, o instrumento também era uma das paixões do artista e o músico Jailson Rosset cantou canções em homenagem ao artista. 

Fotos e obras de Vitalino foram levadas por familiares até o altar junto com imagens do padroeiro São Sebastião para receber as homenagens. Nem a chuva afastou quem estava ali para prestigiar duas personalidades tão importantes para a comunidade do Alto do Moura, mas a chuva teve um significado especial: “É porque ele está lá no céu emocionado, chorando, por isso está chovendo, igual ao dia em que ele morreu”, disse Severino, o herdeiro responsável pela Casa Museu Mestre Vitalino. 

Ao som de “Deus do Barro” de Petrúcio Amorim, todo o público cantou junto a música que ficou conhecida como o “Hino de Vitalino”. O Mestre morreu em 20 de janeiro de 1963, aos 54 anos em sua casa. Vítima de varíola, Vitalino Pereira dos Santos deixou um legado que até hoje mantém viva a tradição da arte do barro. 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro