29 de março de 2013 às 08h25min - Por Mário Flávio

Cresci num lar cristão. Desde muito pequeno meus pais me ensinaram a rezar o Pai Nosso na hora de ir dormir, como também pedir a benção. Além disso, nos domingos sempre acordava cedo com o som da transmissão da santa missa pelas emissoras de rádio locais. Confesso também que ir à igreja não era uma coisa rotineira em nosso lar, mas era feita pelo menos uma vez ao mês.

Entretanto, nos últimos anos ando meio afastado da igreja, porém não perdi (e nunca vou perder) minha fé em Deus. Mas, os escândalos envolvendo lideres religiosos, na só da igreja católica como também da evangélica, pela qual também tenho uma simpatia, me deixa com um pé atrás.

Porém, alguns fatos relativos à igreja católica acenderam uma luz no fim do túnel:

1º Achei a renúncia de Bento XVI de uma simplicidade e humildade sem precedentes. Mostrou que mesmo sendo líder de uma das maiores igrejas do mundo é um ser humano como qualquer outro, tem suas limitações e não se absteve de expor isso para todos.

2º Mesmo sendo brasileiro e ter torcido, claro, por Dom Edilo, fiquei bastante satisfeito com a escolha de Bergoglio, o papa Francisco. O mesmo mostrou ser uma pessoa de atos simples, bem próximo do povo, ligado a ações humanitárias. Apesar de rumores da mídia de sua possível “colaboração” à ditadura argentina e de ser um conservador.
Enfim, em seus primeiros dias como papa, Francisco, mostra que não mudou muito, continua com hábitos simples. Mais próximo do povo, lugar onde a igreja deve estar. Isso me deixa feliz! Relembro agora uma passagem que deixa isso claro: o encontro histórico com Ratzinger em Castel Gandolfo. Onde pediu que o mesmo ocupasse o mesmo banco para rezarem e declarou “somos irmãos”. Como diz a letra do Humberto Gessinger, Engenheiros do Hawaii: O papa é pop!

* Carlos Alexandre da Silva é Servidor público municipal e blogueiro.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro