15 de março de 2018 às 07h11min - Por Mário Flávio

Por Edmar Lyra

Recordista em derrotas majoritárias em Pernambuco, o senador Humberto Costa perdeu nada menos do que seis disputas no estado, sendo de longe aquele que mais foi rejeitado nas urnas, foi três vezes candidato a prefeito do Recife, duas a governador e uma a senador. Somente numa ocasião sagrou-se vitorioso, que foi para o Senado em 2010, mesmo assim acabou ficando em segundo lugar elegendo-se fortemente pelo prestígio de Eduardo Campos, reeleito com a maior votação da história de Pernambuco.

Nas eleições deste ano, Humberto sonha acordado em ser novamente candidato a senador na chapa do PSB e crê que o governador Paulo Câmara, assim como Eduardo Campos em 2010, o puxará na eleição. Historicamente os governadores eleitos arrastaram os senadores, com apenas dois pontos fora da curva e por isso Humberto aposta na vitória de Paulo para renovar seu mandato.

Ocorre que não há indicativo de que o governador eleito em outubro atinja mais de 60%, o que beneficiaria fortemente seus candidatos a senador. Além do mais, existe indícios de uma chapa formada por Paulo Câmara, Humberto Costa e Jarbas Vasconcelos, fato que pode ser mal interpretado pelo eleitor em potencial de Humberto que sempre teve verdadeira ojeriza a Jarbas e que não teria o menor estímulo de pedir votos para o petista numa chapa composta por um dos maiores desafetos do PT no estado.

No caso de ser candidato a deputado federal, Humberto crê que contará com a força do fundo eleitoral do PT e ainda com a distribuição de bases por parte do governador para garantir sua vitória. O problema é que no chapão do PSB serão necessários mais de 100 mil votos, e Humberto não goza de prestígio junto a militância do PT, que deverá correr em massa para Marília Arraes caso ela dispute um mandato de federal.

Além do mais contar que o Palácio irá garantir o que falta para elegê-lo federal é no mínimo ingenuidade, uma vez que o governador tem João Campos, Felipe Carreras, Milton Coelho, Gonzaga Patriota, Raul Henry, Danilo Cabral e Fernando Monteiro que já estão na conta do Palácio para serem resolvidos. Se o governo conseguir dar a Humberto 10 a 15 mil votos com prefeitos será muito. Desde 2000 sem disputar eleições proporcionais quando se elegeu vereador e desde 1994 longe da disputa de federal, Humberto não tem o know-how da engenharia do voto.

Então tanto para o Senado quanto para deputado federal, Humberto Costa tem maior probabilidade de perder do que de ganhar, e numa chapa majoritária tira mais votos do que pode conseguir.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro