5 de março de 2012 às 20h28min - Por Mário Flávio

Da Agência Brasil

Durante o horário de verão deste ano, a redução da demanda no horário de ponta foi da ordem de 2.555 MW – sendo 1840 MW no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, 610 MW no subsistema Sul e 105 MW no subsistema Nordeste, referente à participação da Bahia. A redução representa 4,6% da demanda máxima dos três subsistemas. Isso resultou em uma economia de R$ 160 milhões, de acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS).

A economia se dá porque foi evitado que as usinas térmicas, de operação mais cara, fossem ligadas para suprir a demanda em horários de ponta de consumo.

No caso do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a redução equivale a cerca de 55% da carga no horário de ponta da cidade do Rio de Janeiro (6,4 milhões de habitantes), ou a duas vezes a carga no horário de ponta de Brasília (2,6 milhões de habitantes). No Sul, representa 75% da carga no horário de ponta de Curitiba (1,8 milhão de habitantes). No Nordeste equivale a 65% da carga no horário de ponta da cidade de Feira de Santana (700 mil habitantes).

A redução de energia foi de 0,5% em todos os subsistemas envolvidos. Isto equivale a 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro, 10% do consumo mensal de Curitiba (PR) e 0,5% do consumo mensal de Feira de Santana (BA).

Essa redução de demanda no horário de ponta, com a implantação do horário de verão, amplia a segurança e a diminui os custos de operação, de acordo com o ONS. O aumento da segurança operacional decorre da diminuição dos carregamentos na rede de transmissão e da maior facilidade de manutenções em equipamentos.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro