27 de março de 2012 às 10h00min - Por Mário Flávio

Desde que a greve da Destra foi iniciada que o diálogo entre as duas partes não existe. A cada entrevista, comentário ou protesto, a distância entre servidores e Executivo só aumenta. A prefeitura disse que só negocia com a volta dos servidores ao trabalho e os grevistas bateram o pé, só voltam após ser concluída a negociação.

A greve serviu para mostrar que hoje a autarquia é essencial para manter a ordem no caótico trânsito local. Os servidores emprestados do Detran são poucos e com certa dose de mau humor. Apesar de muitos problemas, a maioria causados pelos motoristas, a população estava se acostumando com a ideia de conviver com os Agentes de Trânsito.

Parar na fila dupla, desrespeitar o pedestre, não usar o cinto, após essa greve, todo o trabalho de formiguinha vai ter que ser reiniciado. Já está na hora dos dois lados cederem. A população não pode ser penalizada. Uma alternativa deve ser buscada pelas lideranças e birras como “Fora Bosco” devem ser evitadas, afinal não são bem vistas por ninguém.

Pelo lado do Executivo, o discurso deve ser outro e radicalizar não é o melhor caminho. Qual o problema em sentar a mesa com os grevistas e de maneira civilizada propor o debate? A crise com os médicos foi de proporção muito maior e sempre houve mesa de negociação. Os servidores são concursados e merecem o mesmo tratamento por parte do poder público.

O trânsito de Caruaru é problemático, a cidade não foi planejada para tantos veículos e hoje as pesquisas mostram que os visitantes reclamam desse item. Algumas questões ainda nem foram colocadas em prática: a construção do local para transporte alternativo; a retirada dos ônibus de grande porte do centro; proibição de lotação no centro e uma série de mudanças. Todas vão precisar do apoio dos servidores, por isso, a necessidade do fim do impasse.

São duas semanas com os servidores em greve. Quem perde é a população


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro