15 de março de 2013 às 17h17min - Por Mário Flávio

“Pernambuco vive um momento muito especial, qualificado como o local mais receptivo ao investimento privado, a ponto de ser reconhecido como o Estado das oportunidades”. Este foi o argumento central da palestra feita nesta sexta-feira (15) pelo governador Eduardo Campos, em São Paulo, para uma plateia formada por diretores dos maiores grupos empresariais brasileiros. A palestra foi realizada a convite do presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), Flávio Rocha, também presidente do Grupo Riachuelo, que tem investimentos em 26 Estados brasileiros, inclusive em Pernambuco.

Ele lembrou aos comerciantes que a estabilidade econômica foi um avanço importante para o País, mas teve de ser acompanhado pelo esforço que foi feito nos governos do ex-presidente Lula para reduzir as desigualdades sociais. “O varejo crescia abaixo do PIB porque havia uma grande desigualdade social no País, fato que mudou nos últimos anos. Hoje, somos o sétimo maior mercado interno do Mundo, mas ainda temos muito espaço para crescer e podemos alcançar o quinto lugar. A desigualdade é uma ameaça, mas deve ser encarada como uma grande oportunidade”, disse Flávio, defendendo a necessidade de novo avanço no equacionamento da desigualdade regional.

Para Eduardo, a questão das desigualdades regionais não é um problema que diga respeito somente aos nordestinos. “É um fenômeno nacional. São Paulo, o Estado mais rico da Federação, tem seus bolsões de subdesenvolvimento, como o Vale da Ribeira. Minas Gerais tem a sua região Norte, o Rio Grande Sul tem a área fronteiriça. Enfim, em todo canto temos ilhas e desigualdades que precisam ser integradas”, frisou o governador.

A solução para as desigualdades está, segundo Eduardo, no investimento tanto no público quanto no privado. “Neste sentido, o varejo joga um papel extremante importante, por ser um setor que utiliza mão de obra em larga escala e que gera riqueza de forma capilarizada em todas as partes do território”, esclareceu. O governador ressaltou ainda que para posicionar o Brasil no mercado global é preciso acabar com algumas contradições, como o fato de o Brasil ter descoberto o pré-sal e importar petróleo, exportar minério de ferro para a China e importar trilhos, além de fazer reformas política e tributária. “Também é preciso compreender a questão social, entendendo a educação não como discurso, mas como um investimento prioritário e coordenado com outras áreas, como saúde e segurança”, analisa.

O IDV representa 43 empresas varejistas de diferentes setores, como alimentos, eletrodomésticos, móveis, utilidades domésticas, produtos de higiene e limpeza, cosméticos, material de construção, medicamentos, vestuário e calçados. Atuante em todo o território nacional, o IDV tem como principal objetivo contribuir para o crescimento sustentável da economia brasileira, além do desenvolvimento do varejo ético e formal.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro