28 de agosto de 2013 às 07h25min - Por Mário Flávio

O clima esquentou entre professores que manifestavam na Câmara Municipal Caruaru e vereadores, principalmente os da base do governo, durante reunião ordinária nessa terça (27). Os manifestantes levaram papel higiênico e cartazes, alegando que “há muita sujeira” para limpar na Casa. O líder governista, Demóstenes Veras (PSD), disse que os professores não podem passar dos limites e tentar desrespeitar os edis.

“Eu gostaria que esse povo que aí está, em nome da Democracia e do respeito a profissão deles, deixassem a democracia falar. Se vocês não estão satisfeitos com esta Câmara, e vocês terão direito de com o voto tirar quem quer que seja desta Casa. Mas jamais nos intimidar, como fizeram na ditadura militar que alguns de vocês e os pais de vocês combateram. Os 22 vereadores que estão comigo aqui não vão se intimidar pelas vaias. Os vereadores estão preparados aqui, fizeram suas campanhas, se elegeram democraticamente e vieram para esta Casa para representar o povo de Caruaru”, discursou Demóstenes,

Ele também fez um apelo ao presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Caruaru (SISMUC), Eduardo Mendonça, que encabeça as manifestações dos professores e negociações entre a prefeitura municipal e a categoria a respeito da atualização do Plano de Cargos e Carreiras. “Em nome dos sindicatos, Eu faço um apelo a Eduardo Mendonça, pois se você está bem intencionado em debater com esta Casa, apelo para que converse com os manifestantes, pois como essa categoria quer discutir conosco desse jeito, Nos chamando de ladrões e capachos? A discussão tem que ser elevada e democrática”, acrescentou.

Durante as manifestações na Câmara, mais uma vez os professores apontaram os vereadores como inimigos da Educação, por terem aprovado a atualização do PCC no dia 31 de janeiro, com alterações que desagradaram a categoria. Além disso, também cobraram a instalação de uma CPI na Casa para investigar de forma atualizada irregularidades apontadas em relatório da CGU no município feito em 2011.

Para o vereador Heleno do Inocoop (PRTB), os protestos seriam válidos, caso os professores não tentassem, nas palavras dele, intimidar os parlamentares. “Não me intimido com vaia nem com ameaça. Não aceito jamais vaia e um grupo de pessoas que vem denegrir a imagem do Poder Legislativo. Senhor Eduardo Mendonça, tome providências, se não vamos entrar na Justiça”, criticou.

O presidente do Legislativo, Leonardo Chaves (PSD) também criticou as manifestações, especialmente durante o discurso de Demóstenes. Ele ameaçou ainda esvaziar as galerias da Casa, alegando que os professores estavam interrompendo os discursos dos vereadores. Sem mais atritos depois do discurso do líder da base do governo, os professores deixaram a Casa pouco depois da aprovação em primeira discussão de projeto de autoria do vereador Jajá (PPS) que prevê a criação do Dia Municipal da Luta pela Educação no dia 31 de janeiro.

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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro