9 de outubro de 2017 às 10h22min - Por Mário Flávio

A criação de um parque tecnológico em Caruaru continua sendo uma das principais bandeiras do Movimento Tapioca Valley. Vê-se que neste ambiente de produção e inovação tecnológica é possível reter a mão de obra qualificada que já temos em nossa região e não vem sendo aproveitada e dar uma perspectiva maior para os universitários que estão se qualificando nas instituições de ensino, que, devido ao pouco horizonte, cerca de 68% mudam de área ou de lugar.

O que antes se via como algo que transitava entre a complexidade de execução e a inviabilidade técnica começa a surgir como algo palpável graças ao esforço em muitas mãos que se somaram no processo desde que o Tapioca Valley levantou esta pauta em um Encontro de Empreendedorismo e Startups do Agreste. Neste processo, não podemos considerar um parque tecnológico apenas como um prédio com empresas operando.

Um parque tecnológico caracteriza-se, basicamente, como uma aglomeração de empresas de tecnologia. Esta aglomeração causa um impacto na arrecadação local e no ecossistema inovador. A literatura traz que para que este empreendimento tenha êxito, três importantes elementos precisam estar juntos: O governo, as instituições de ensino e a iniciativa privada. E Caruaru já mostrou sinais que estes principais elementos estão empenhados para que a nossa cidade tenha algo deste tipo, entendendo que irá causar um impacto em toda a região.

A cidade possui, pelo menos, 6 instituições de ensino superior com cursos voltados para a área tecnológica e despertando vocações para outras. Possui também produções tecnológicas importantes que vem ganhando respaldo nacionalmente e internacionalmente. Soma-se a isto o número significativo de startups em vários segmentos que vem se desenvolvendo nas suas áreas e o impacto que ela vem causando em jovens que desejam ter a sua. Acrescentamos a este cenário favorável os olhares da iniciativa privada e do Governo Municipal, que já sinalizou que deseja construir de maneira direta o desenvolvimento deste ecossistema.

Mas não podemos tratar esta construção apenas como algo econômico. Devemos tratar esta construção como algo de impacto social para nossa região e que pode tanto influenciar na melhoria das condições de assistência estudantil das cidades que usufruem de Caruaru enquanto cidade universitária, quanto estimular no surgimento de novos talentos na área tecnológica. A criação de um parque tecnológico também deve ser vista como política de juventude, uma vez que os números da participação da juventude nas áreas de tecnologia e inovação são significativos. O Tapioca Valley junto com a Secretaria Executiva de Políticas para a criança e juventude do Governo de Pernambuco, através do Secretário João Suassuna e sua equipe vem debatendo maneiras de associar as duas pautas.

No início de 2015, o Parque Tecnológico estava no campo dos sonhos possíveis. Hoje, depois de muito se discutir, de muitas pessoas, entidades, organizações se somarem no processo, começa-se a ver que o caminho é árduo, porém, com muito trabalho, possível de se alcançar. Caruaru é conhecida por várias razões. O desejo é incluir o selo de “tecnológica” a este “país” multifacetado.

*Francisco Rodrigues – Vice-presidente do Movimento Tapioca Valley


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro