13 de abril de 2018 às 16h24min - Por Mário Flávio

O povo brasileiro galhofa e seus representantes políticos muito mais. Que alguns nomes de crianças fiquem em moda e em voga por algum período, tudo bem!

Mas, acrescentar no nome parlamentar o sobrenome Lula, isto é o fim da picada, no picadeiro do circo legislativo. Se apenas o sobrenome desse herança, quando o Lula morrer, seus bens virarão uma dízima periódica…

Ainda bem que o Presidente da Câmara Municipal de Caruaru não é do PT. Pois, se o fosse, passaria a ser Lula ao quadrado! Lula Lula Torres!

Ele acabou de receber expediente do vereador Daniel Finizola, datado de 12 do corrente, solicitando a inclusão do “LULA” em seu nome parlamentar.

Com o tempo os usos e os costumes vão se modificando. Eu recordo que há décadas pretéritas, criança nenhuma queria ser chamada de “olho de lula” porque isto era sinônimo de inveja.

Deixa de ter ou de ser “olho de lula”! Isto era repreensão forte, entre as rodas, para dizer que a criança queria algo que outra tinha em sua posse.

Hoje banalizaram! O nome do preso passou a figurar na “ordem do dia”. Se a “maluquice” persistir vamos ter mais à frente muito mais gente dispensando o dedo mínimo da mão esquerda…

Quando éramos “meninotes” no nosso paupérrimo bairro, um dos nossos pares, como costuma dizer os políticos, inventou de colocar a alcunha “Zé” antes do primeiro nome de todos nossos amigos. Era uma farra! “Zé de Antonio”, “Zé de Adelson”, “Zé de Gastão”, “Zé de Oscar”… e o danado é que no meio de todos havia realmente um José que já era chamado de “Zé”, e o coitado passou a ser “Zé de Zé”.

Desde meus 12 anos eu sou mais conhecido por Melo. Foi esse meu nome de “guerra” no Colégio da Polícia Militar de Pernambuco, entre 1971 e 1976. Portanto, pouca gente me conhecia por Severino. Uma certa vez eu estava numa parada de ônibus conversando com uma moça bonita que eu conhecera há alguns poucos dias à qual apresentei pelo meu nome Severino Melo e avisei à mesma que era mais conhecido por Melo. Para minha surpresa, quando estávamos numa parada de ônibus, o saudoso “Zé de Gastão” botou a cabeça pra fora da janela do ônibus e gritou: “E aí Zé de Melo”

Incontinenti a moça se virou pra mim, com olhar de desconfiança e disparou: “Você não me disse que seu nome era Severino?”.

Mudar de nome, sem razão de causa, às vezes legitima embaraçosos problemas!  Outrossim, boa sorte para os milhares de nomes parlamentares que foram acrescidos de quatro letras, ainda que muitos desapareçam em 31 de dezembro de 2018.

*Severino Melo – smelo2006@gmail.com – fone / zap 999727818 – para quem mandato não é emprego e política não é profissão.       


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro