Após receber demandas de mães de crianças com TEA, MPPE visita Centro especializado em Itamaracá

Lucas Medeiros - 10.05.2023 às 20:25h
(Imagem: Divulgação)

 A 2ª Promotoria de Justiça de Itamaracá visitou, na manhã de hoje (10), o Centro Integrado do Transtorno de Espectro Autista (CITEA), implementado pela Prefeitura de Itamaracá no começo deste ano.

Acompanhado por cerca de 20 mães e responsáveis por crianças e adolescentes neurodiversos, o Promotor de Justiça Gustavo Dias Kershaw conheceu a estrutura do equipamento, que inclui salas multifuncionais, salas de atendimento e área externa. Na sede do CITEA, ele abriu uma mesa de diálogo entre representantes do município e familiares para tratar das reivindicações que foram remetidas ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e motivaram a abertura de um procedimento administrativo de acompanhamento de política pública.

Foi uma reunião muito positiva, pois os usuários do serviço tiveram a oportunidade de apresentar as principais deficiências do CITEA e a Prefeitura, por seu lado, demonstrou a abertura de providenciar melhorias. O Ministério Público estabeleceu prazo de 30 dias para que o poder público apresente manifestação formal sobre as reivindicações. Com essa resposta, vamos tentar chegar a uma solução consensual para esses problemas“, descreveu Gustavo Dias Kershaw.

Na conversa, que contou com a presença da secretária de Saúde de Itamaracá, Gladys Accioly, as mães e responsáveis pelas crianças e adolescentes atendidos relataram dificuldade com a marcação de atendimentos especializados que antes eram ofertados na sede do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), como psicopedagogia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

Queremos melhorias para nossas crianças. As terapias precisam ter qualidade, frequência e bom atendimento. Um espaço como esse, com estrutura tão boa, precisa ser melhor aproveitado. Nós mães precisamos ser ouvidas para que nossos filhos sejam acolhidos e ter um espaço de desenvolvimento para que possam viver em sociedade” resumiu Elaine Câmara, mãe de uma das crianças atendidas pelo CITEA.

Já a coordenadora do CITEA, Morgana Monteiro, explicou que a demanda que surgiu a partir da abertura do serviço, no mês de janeiro, superou o esperado, uma vez que parte dos moradores de Itamaracá era atendida em outras cidades, como Igarassu.

Ainda assim, o primeiro passo já foi dado, com a contratação de uma profissional de psicologia com carga horária compatível com a demanda do serviço. Vamos nos reunir com a equipe multidisciplinar para reorganizar os grupos de crianças e adolescentes neurodiversos que serão atendidos, conforme suas necessidades, e testar as mudanças dentro dos próximos 30 dias, que foi o prazo dado pelo MPPE“, relatou.