10 de junho de 2013 às 08h55min - Por Mário Flávio

Zé Queiroz

Fora as primeiras avaliações sobre o São João de Caruaru em 2013, o prefeito de Caruaru, Zé Queiroz (PDT), tem alguns assuntos pendentes ligados ao sistema de transporte público municipal para resolver. Por exemplo, o Conselho Municipal de Transporte (COMUT) já definiu, no final de maio, o reajuste das passagens de ônibus de R$ 1,80 para R$ 2,10, mas o prefeito ainda analisa essa proposta, criticada por movimentos estudantis e sindicais. Contudo, em conversa com o blog, Queiroz garantiu que a definição mais adequada sobre o reajuste deve partir do COMUT.

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Segundo ele, o reajuste também não poderia ser barrado pelo adiamento da aprovação do projeto de atualização do Sistema de Transportes, como argumentou o presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Caruaru, Milton Manoel, que alegou a necessidade de atualizar as concessões de linhas de ônibus na cidade, antes de planejar qualquer reajuste. “Nós estávamos reunindo elementos para dizer aos líderes como aconteceu todo o processo. Um dos questionamentos é que teria sido um processo atropelado, não foi. E eu sempre disse a Caruaru que a decisão sobre as passagens não era minha, nem de Demóstenes [líder do governo na Câmara], nem de Ricardo[vice-líder]. Não é do Legislativo, nem do Poder Executivo. É uma tarefa do Comut, que é uma representação da sociedade, por isso nós estamos valorizando os conselhos. Portanto, também nada tem a ver com o projeto que está tramitando na Câmara, referente à atualização do sistema de transportes em Caruaru”, explicou.

Já no que se refere ao projeto que tramita na Câmara Municipal desde o ano passado, e visa a atualização do atual Sistema de Transportes, incluindo os novos prazos de concessão de linhas de ônibus, o prefeito ressaltou ainda que não houve desarticulação da base do governo semana passada, quando o projeto mais uma vez foi retirado de pauta, por não haver número suficiente de vereadores para aprová-lo.

Na verdade quase que o projeto seria rejeitado, em primeira e segunda discussão, o que se refletiria na primeira derrota da base do governo nessa legislatura, já que os vereadores  de oposição se abstiveram, alegando que não tiveram tempo de conhecer  o projeto. Os governistas perderiam porque dois deles e um da oposição, Rozael (MD), haviam faltado, e mesmo que tivessem a maioria dos votos, a matéria, de dotação orçamentária, não passaria, por precisar de maioria de dois terços, ou seja, 16 votos. No entanto, o presidente da Casa, Leonardo Chaves (PSD), terminou a reunião e não convocou a extraordinária para votar em segunda discussão o Projeto do Transporte Coletivo.

“Às vezes o vereador pode ter um compromisso fora de hora, e não poder comparecer. Ao não comparecer, diminui o quórum e evidentemente pode comprometer os dois terços necessários para votar o projeto. O líder e o vice-líder da base estiveram presentes e acompanharam o processo. Não houve falta de articulação. Naturalmente isso faz parte do próprio exercício do poder legislativo, mas é algo que não compromete”, completou.

Pelo que descreve essa atualização, exigida pelo Ministério Público de Pernambuco, o maior avanço é a abertura de licitação para que a concessão seja data. Com isso, as empresas irão atender a uma série de regras, a serem pontuadas num edital.

 

 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro