21 de dezembro de 2012 às 22h08min - Por Mário Flávio

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Ainda durante a confraternização de João e Raquel Lyra na noite desta sexta-feira (21), o vice-governador de Pernambuco e o prefeito Zé Queiroz (PDT) foram indagados por jornalistas sobre as possíveis costuras políticas até as eleições de 2014. E eles procuraram falar uma mesma cartilha ao citar a importância de se ter uma Frente Popular unida na Capital do Agreste, alinhada com os planos futuros do governador Eduardo Campos (PSB).

No contexto

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Queiroz, na verdade, questionou que não se conceberia ver a base do governo dividida nos próximos dois anos. “Como você pode imaginar a Frente Popular de Pernambuco, com uma base importante como Caruaru, que a gente não possa ser um ponto de apoio forte para o Agreste como aconteceu nas duas outras campanhas do Governador Eduardo Campos?”, refletiu o prefeito. Isso embora João Lyra também avalie que a união pode se estabelecer, mesmo com mais de um candidato para representar Caruaru no estado.

“Sem dúvida, a Frente Popular vai estar unida em 2014, isso não quer dizer que a Frente não possa ter mais de um candidato, vamos construir com o maior esforço uma candidatura única. Mas temos que estar preparados para que, se os acordos nacionais exigirem que determinados partidos tenham candidatos em Pernambuco, nós possamos manter a unidade política, apesar de ter muitas candidaturas”, analisou João, que ainda contou com uma ressalva de Queiroz: “Ou se não, se nacionalmente o partido lançar um candidato que inviabilize a facilidade de um ajuste no estado. Nessas circunstâncias terá que se fazer uma engenharia para não prejudicar o resultado que Eduardo Campos deseja conduzir”. Daí, podem se tirar diferentes especulações dos vários quadros políticos em Caruaru que podem se lançar como possibilidades de candidatura, o que pode passar pelas avaliações dos mandatos de Laura Gomes e Raquel Lyra, por exemplo.

JOÃO LYRA E O PDT

Especificamente no que se refere aos rumos partidários de João Lyra, já que se especula uma eventual saída dele para outro partido, o vice passa a impressão de que quer esperar o que a própria conjuntura do PDT lhe oferecerá daqui pra frente. “Nós vamos analisar isso também. Não é só Pernambuco que tem problemas em partidos políticos. Agora mesmo, e o prefeito Zé Queiroz sabe disso, deverá haver uma disputa nacional no PDT, o atual presidente nacional deverá disputar a reeleição e o ministro Brizola Neto também deverá ser candidato a presidente, se isso acontecer, provavelmente em março, a correlação de forças vai se alterar. Precisamos estar preparados para isso. Mas, nosso foco é manter a Frente Popular unida”, concluiu.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro