24 de julho de 2012 às 23h41min - Por Mário Flávio

O ex-vereador Zé Carlos Menezes explicou ao blog os motivos de assumir a coordenação da campanha do candidato a prefeito Fábio José (PSOL). Segundo ele, o sentimento de mudança é o que mais o motivou para tomar tal decisão. Fiel escudeiro de João Lyra (PDT), Menezes usou o exemplo da eleição de Raquel Lyra para a assembleia e deixou claro o descontentamento do grupo com a maneira como aquele pleito foi conduzido pelo Palácio Jaime Nejaym.

“Eu tinha dito há mais de um mês numa entrevista a uma emissora de Rádio que iria seguir a orientação do vice-governador. Fui questionado se votaria em Zé Queiroz e disse que, se João o fizesse, também faria. Diante da decisão de João, eu tinha que me posicionar e vejo em Fábio o novo. Foi assim na eleição de Raquel para deputada em 2010. Ela não contou com o apoio do PSB e nem da prefeitura e conseguiu ser a deputada mais votada em Caruaru, isso mostra a vontade do povo de renovar e nesse atual quadro, vejo em Fábio essa possibilidade, assim como sempre observei em Lícius e Rogério”, disse.

Muito ligado a João Lyra, o petista disse que a decisão dele não teve influência do vice. Ele afirma que coordenar a campanha é uma questão pessoal. “Ontem comuniquei a João da minha decisão. Expliquei a ele que tinha recebido o convite de Fábio e ele não se opôs e respeitou a minha decisão. Sei que a eleição é dificílima, mas vamos apresentar uma opção de um partido de esquerda para os que não estão satisfeitos com esse modelo de gestão. Existe um sentimento de frustração hoje nos eleitores da Frente Popular e. antes de aceitar esse desafio, ouvi muitos eleitores, que me apoiaram, justamente por estarem decepcionados com Zé Queiroz. Além disso, sempre militamos no campo da esquerda e muita gente não quer votar nem em Zé e em Miriam, por isso, apresentamos uma candidatura legítima de esquerda e poderemos ter uma grande votação”, garante.

Sobre a possibilidade de receber uma punição do PT ele disse que não teme medida radical. O petista apresentou uma carta pedindo licença do partido. “O PT é um partido coerente e que respeito muito, mas estou disposto a enfrentar qualquer situação. Mas é bom frisar que o PSOL é um legítimo partido de esquerda e hoje a Frente Popular apresenta dois candidatos: Zé Queiroz e Fábio José. A gente precisava dar essa opção aos eleitores da esquerda. Sempre votamos nesse campo e o PSOL representa essa tendência”, explanou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro