5 de fevereiro de 2013 às 16h10min - Por Mário Flávio
Deputado assumiu segunda suplência na Câmara Federal

Deputado assumiu segunda suplência na Câmara Federal

A importância de um suplente pernambucano e caruaruense na composição da Mesa Diretora da Câmara Federal? É isso que o deputado federal Wolney Queiroz (PDT) responde ao blog em uma breve entrevista concedida para falar sobre a nova composição da cúpula dos deputados, da qual ele faz parte como segundo suplente, eleito com 417 dos 513 votos dos deputados de todo o Brasil. Ele foi o candidato oficial do PDT para um cargo de suplente na Mesa e após vários anos um deputado de Caruaru volta a ocupar um cargo na Mesa Diretora. Para o pedetista, que tem se empenhado em conseguir recursos do governo federal na gestão do prefeito Zé Queiroz (PDT), seu pai, ingressar na Mesa Diretora, embora em uma posição de suplência, significa conseguir um espaço estratégico para melhorar a articulação e influência junto aos demais deputados federais. Confira.

No contexto

Henrique Alves eleito novo presidente da Câmara Federal

Qual sua análise sobre a importância de ter um pernambucano caruaruense ocupando a suplência da Mesa Diretora?

A elite do congresso é composta pelos líderes e pela Mesa. Então fazer parte da Mesa é dar uma passo importante dentro do Câmara. O caminho é longo: Primeiro você precisa ter apoio dentro do partido, depois, buscar o apoio dos líderes. Em seguida, buscar os votos dos colegas deputados.

Assumindo a presidência da Câmara, o deputado federal Henrique Alves (PMDB) disse querer promover mudanças necessárias na Câmara. Na sua opinião, quais devem ser essas mudanças?

Uma das mais importantes delas é o “orçamento impositivo”. Hoje o orçamento é meramente “autorizativo”, ou seja o congresso autoriza, mas o governo executa se quiser. Queremos que os governos executem o orçamento que o Congresso aprovar. Henrique tem compromisso com a transformação em “orçamento impositivo”.

Discutir de forma ampla os vetos presidenciais é um desafio para a Câmara Federal?

Os vetos presidenciais se acumulam há anos e anos. Hoje já são mais de três mil vetos esperando votação. A grande maioria deles já perdeu o objeto. São vetos que independente do resultado da votação, já produziram seus efeitos. A votação desses seria apenas para limpar a pauta. Acho importante definir um prazo para que um veto seja votado. Vinte, trinta sessões. Algo assim.

Aprovar um Orçamento Impositivo, de fato, traria agilidade para a liberação de recursos para cada estado brasileiro?

O orçamento impositivo teria dois efeitos imediatos: o cumprimento obrigatório das emendas parlamentares e fortalecimento da atividade legislativa.
Será uma grande e importante mudança.

Henrique teve 54,52% dos votos, o que pode ser interpretado como uma votação mais apertada. Qual sua avaliação sobre a escolha dele para a presidência da Câmara?

A eleição de Henrique obedece ao principio da proporcionalidade. PT e PMDB são os dois partidos com maior número de deputados. Houve um acordo para que cada um presidisse um mandato. O PT teve seus dois anos, com Marco Maia. Agora é a vez do PMDB. Henrique teve o apoio de 20 partidos, mas Julhinho (Júlio Delgado) tem uma excelente relação com os deputados, por isso teve 165 votos. Mas não acho que uma eleição vencida com 54% diz votos seja apertada.

Zé Queiroz voltou de Brasília afirmando que há muitos obstáculos para prefeituras conseguirem recursos anunciados. Sua opinião é a mesma?

Cada vez que Zé Queiroz volta de Brasília, aumenta sua preocupação com a escassez de recursos. Mas estou otimista com o trabalho que estamos realizando para levar mais investimentos e novas verbas para Caruaru. E confio no enxugamento do custeio, que está sendo feito pelo prefeito, a fim de alcançar um equilíbrio financeiro que permita investir mais em obras e ações.


Comentários



...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro