9 de dezembro de 2013 às 23h39min - Por Mário Flávio

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Um dia após a confusão que tomou conta da Capital do Agreste, fica a sensação que o problema da Feira da Sulanca precisa ser resolvido. O que se viu foi algo inusitado no País de Caruaru. Denúncias de arrastão, pessoas correndo desesperadas e muito disse me-disse. Como pode na era da comunicação digital um boato gerar tamanha repercussão? Vamos aos fatos a serem analisados no incidente nesta segunda-feira

PREFEITURA – Tentou marcar dia e hora para organizar a feira. Para muitos acertou nessa questão. Errou ao não mandar efetivo da Destra ou agentes do Detran cedo para os principais semáforos do centro. Por volta de 6h a situação já era caótica com uma fila imensa de veículos e ninguém para fiscalizar no cruzamento do Colégio Sagrado Coração. Demorou demais em dar uma resposta aos veículos de comunicação. As três emissoras AM de Caruaru receberam um bombardeio de telefonemas, bem como as redes sociais foram invadidas por comentários de todos os tipos. Não era caso para uma nota, faltou a opinião oficial do responsável pela feira nos programas matinais com grande audiência. Falando nele, a sensação ao ver a imagem de Jorge Quintino nas emissoras de TV foi
péssima. Um largo sorriso no rosto, como se nada tivesse acontecendo. Precisa rever isso com a sua assessoria. O riso não cabia com a situação.

POLÍCIA – Agiu
rapidamente para conter os ânimos e chegou a identificar os causadores do tumulto. No entanto, faltam policiais nos principais pontos em horários estratégicos, essa reclamação não é de hoje. Não reconhece que houve arrastões, com todos os feirantes afirmando que ocorreu esse tipo de ação. Precisa afinar o discurso com o poder público.

SULANQUEIROS – Vítimas de toda confusão. Se a vontade política existisse para ter uma posição definitiva sobre a feira, não teriam tantos problemas. O que falta para que uma mudança generalizada aconteça na maior feira do interior do Estado? Será preciso o registro de mais um dia de caos em Caruaru? Estamos esperando pela vontade política.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro