17 de fevereiro de 2016 às 07h01min - Por Mário Flávio

Rafael-Prequé-reprodução-internet

O vice-prefeito de Gravatá, Rafael Prequé (sem partido), ainda inconformado por não ter sido ouvido na intervenção, divulgou nota nesta terça-feira (16) classificando o interventor Mário Cavalcanti de “prefeito biônico”.

Prequé pediu desfiliação ao PSB no mês passado por meio de carta endereçada ao partido e ao governador Paulo Câmara. Duas semanas depois, a irmã que coordenada a Ciretran no município, foi exonerada. Para o seu lugar foi nomeado uma pessoas ligada ao deputado Waldemar Borges (PSB).

Veja a íntegra do seu desabafo:

I) A população apoiou e continua apoiando o afastamento de Bruno Martiniano e uma severa apuração, punição e julgamento jurídico. Mas o que houve na Prefeitura de Gravatá foi uma ocupação e um julgamento político, um golpe na democracia. Até hoje
nenhum dos supostos acusados e empresas envolvidas foi punido ou identificado.

II) Trouxeram para Gravatá um prefeito biônico, que serve de marionete para Waldemar Borges, que é o “pai do golpe”. Hoje, a única situação que justifica a intervenção no município é a candidatura de Waldemar. É um golpe político tirando do páreo seus principais adversários, como eu, que sou o vice-prefeito, democraticamente eleito, e quem deveria assumir a prefeitura com o afastamento do prefeito.

III) A população não compreende o prefeito ser afastado e o vice – que não tem nada a ver (com a corrupção) não assumir. A vontade do povo nas urnas não está sendo respeitada pela suposta democracia e a nova política.

IV) Sou Vice-Prefeito e não devo nada à Justiça. Nunca tive nenhum envolvimento com o Governo Bruno Martiniano, rompi administrativamente e politicamente com ele em Fevereiro/2013. Nunca participei de nenhum ato de gestão. Mas o povo entendeu essa manobra, e toda situação existente hoje em Gravatá, porque intervenção com prazo até 31/12/2016 É GOLPE, SIM!

V) Em nosso país só quem pode cassar um prefeito é a Câmara de Vereadores, atendendo recomendação do Tribunal de Justiça, e não do Tribunal de Contas que tem apenas a função de fiscalizar. Em Petrolina, um processo idêntico ao de Gravatá, de improbidade administrativa, referente às irregularidades na coleta de lixo, deu devolução de dinheiro por parte da empresa, multas para secretários e também para o prefeito. E em Gravatá foi intervenção?

VI) Ainda mais por LIMINAR para não permitir que eu, vice-prefeito, pudesse assumir. Se intervenção até o final do mandato não for golpe, que nome poderemos dar a isto?


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro