18 de janeiro de 2014 às 12h21min - Por Mário Flávio

Por Ana Rebeca Passos

O Desembargador Fausto Campos deferiu na tarde dessa sexta-feira (17) o pedido de liminar do mandado de segurança impetrado pelos advogados de defesa dos vereadores investigados pela Operação Ponto Final. Na decisão, ficou determinado o retorno imediato dos dez parlamentares às funções legislativas na Câmara de Caruaru. Os parlamentares estavam afastados por determinação da justiça, no entanto a defesa entrou com mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça do Estado, para que eles reassumam as cadeiras no legislativo.

O Tribunal de Justiça já vai enviar o ofício ao presidente da Casa, Leonardo Chaves (PSD), para que a decisão seja cumprida de imediato. Voltam às funções os vereadores Val (DEM), Val das Rendeiras (PROS), Jadiel Nascimento (PROS), Louro do Juá (SDD), Eduardo Cantarelli (SDD), Jajá (PPS), Sivaldo Oliveira (PP), Cecílio Pedro (PTB), Neto (PMN) e Evandro Silva (PMDB). Chaves garantiu que, assim que for notificado, dará posse aos parlamentares. “Quando receber o comunicado oficial, eu vou convocar os vereadores para que tomem posse imediatamente”, disse. Os edis devem reassumir na próxima segunda-feira (20).

VOTAÇÃO DO BRT

Antes mesmo do resultado do desembargador, Leonardo Chaves (PSD) havia decidido convocar para às 20h da próxima terça-feira (21) uma reunião extraordinária para que os vereadores decidam se anulam ou não a votação que aprovou o empréstimo de R$ 250 milhões para a construção do BRT em Caruaru. A justiça determinou anulação da votação, principalmente pela lisura do processo, já que a principal causa da prisão dos vereadores investigados na Operação Ponto Final foi a tentativa de obter benefícios para votar a favor desse projeto.

Com o pedido de liminar concedido, os vereadores que irão participar dessa votação não são mais uma incógnita, pois os dez vereadores investigados reassumirão as cadeiras e estarão presentes na sessão para votação do projeto do Poder Executivo. O presidente da Câmara informou que vai convocar a sessão para atender determinação da justiça. “A sessão vai ocorrer independente da decisão da justiça. Se os vereadores afastados conseguirem voltar as funções, eles irão votar. Estou atendendo a uma determinação como sempre fiz desde o início desse processo”, lembrou Chaves.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro