11 de janeiro de 2014 às 09h20min - Por Mário Flávio

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Em meio aos novos mandados de prisão dos vereadores Evandro Silva (PMDB) e Neto (PMN), a defesa dos 10 advogados presos na operação Ponto Final deu entrada nessa sexta-feira (10) com o mandado de segurança para que os parlamentares voltem a exercer a função. O pedido será apreciado na próxima segunda-feira (13) pelos Desembargadores no Tribunal de Justiça de Pernambuco. Desde que foram presos pela Operação Ponto Final que os parlamentares tiveram os mandatos suspensos por seis meses. A decisão foi do juiz José Fernando dos Santos Souza. Os advogados dos edis não concordam com a decisão e afirmam que um poder passar por cima do outro é algo ruim para a democracia, como explica Marcelo Cumarú. “A expectativa é positiva para que o nosso pedido seja acatado. Com os vereadores no mandato não existe meio de influenciar no que já acabou, ou seja, a fase do inquérito. Além disso, nenhum deles tem poder de mando na Câmara”, disse o advogado.

Com a suspensão dos mandatos, os suplentes tomaram posse e com isso, a Câmara de Caruaru passou a contar com 33 vereadores. A decisão do juiz determina apenas o afastamento das funções, mas os salários seguem sendo pagos pela Casa Legislativa, o que gerou uma dor de cabeça para o presidente Leonardo Chaves (PSD). Com a experiência de sete legislaturas como mandatário da Câmara e 40 anos de mandatos consecutivos, Chaves teve que ir para a ponta do lápis para pagar os 33 salários e decidiu demitir assessores ligados aos vereadores com mandatos suspensos. Após um estudo feito pela Casa, o número não será mais de 90 demissões como o próprio presidente havia dito anteriormente, mas de 27. Ainda segundo o decano na Câmara, não haverá mais demissões pelo fato de boa parte dos assessores gozarem as férias em janeiro.

Foram presos no dia 18 de janeiro os vereadores: Jadiel Nascimento (PROS), Sivaldo Oliveira (PP), Val das Rendeiras (PROS), Cecílio Pedro (PTB), Val (DEM), Louro do Juá (SDD), Eduardo Cantarelli (SDD), Neto (PMN), Evandro Silva (PMDB) e Jajá (PPS). Os vereadores respondem pelos crimes de concussão, organização criminosa e corrupção passiva.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro