11 de setembro de 2013 às 06h25min - Por Mário Flávio
O líder da oposição, vereador Val, não aceita a postura de ambos. A foto é de Antônio Valdevino

Val diz que demora causa receios para comerciantes – Foto: Antonio Valdevino

Um dos destaques da reunião na Câmara Municipal de Caruaru nesta terça (10) ficou mais uma vez para as discussões em torno do estudo que que promete definir os rumos da Feira da Sulanca, mas que ainda será apresentado pela prefeitura, quando o prazo inicial seria semana passada. O vereador Val (DEM), sintetizou a opinião da bancada de oposição, da qual é líder, afirmando temer que os sulanqueiros saiam prejudicados nesse processo.

“Essa demora envolvendo a organização da Feira não é de hoje, mas nós estamos esperando uma reposta que atenda as necessidades dos sulanqueiros. Isso porque estamos atentos e nos tem chegado receios dos próprios comerciantes sobre os riscos de informações privilegiadas, para beneficiar alguns grupos de empresários. Esperamos que os feirantes não sejam prejudicados de forma alguma, que essa transferência seja um sucesso, mas volto a dizer: o local deve ser na beira na BR 104, às margens da pista. Isso seria positivo, inclusive, para integrar o comércio daqui com o de Toritama e de Santa Cruz do Capibaribe”, argumentou Val.

Já o vereador Neto disse que vai acompanhar de perto as informações sobre o estudo. “A feira precisa de uma estrutura organizada para voltar a vender como na década de 90, quando a Sulanca gerava renda e emprego para a cidade. Irei acompanhar de perto as decisões tomadas sobre a feira, cumprindo meu papel parlamentar de lutar pelo o que é melhor para o povo”, explicou Neto.

Contudo, para o líder do governo, Demóstenes Veras (PSD), esse atraso revela precaução diante de um tema delicado que envolve várias opiniões distintas. “Acho que o prefeito tem a responsabilidade de colocar para a sociedade e para os sulanqueiros – e sabemos que 100 mil pessoas dependem direta ou indiretamente da Feira – para apresentar um projeto que contemple a todos. A feira poderá sair ou permanecer, mas isso dependerá da consulta com a população. Ele já discutiu com os sulanqueiros, com os lojistas do Parque 18 de Maio e está discutindo com a sociedade em geral. Então, essa demora de uma semana, 30 dias, para quem já esperou 30 anos é normal. Tivemos prefeitos aqui que nunca se preocuparam com a Feira da Sulanca. Queiroz quer dar uma roupagem melhor à feira”, defendeu.

O vereador Lula Tôrres (PR) também rebateu a oposição, e defendeu que a prefeitura não prejudicaria sulanqueiros em detrimento de empresários. “Eu nunca vi prefeitura tomar conta de feira e dar certo. Quem deve cuidar da feira é o feirante, o comerciante, o dono de box, e essa a preocupação do governo municipal”, discursou.

A expectativa é de que se apresente um projeto para que a feira saia do Parque 18 de Maio e outro para organizar o espaço no local. A Câmara Setorial dos Lojistas do Parque 18 de Maio já se manifestou e disse que se a feira saísse, o comércio daquela região teria problemas. Já os vereadores ainda estão divididos sobre a permanência da feira, embora a maioria concorde com a ideia de encaminhá-la para um terreno na BR 104.

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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro