3 de abril de 2013 às 13h25min - Por Mário Flávio

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Os vereadores da base do governo na Câmara Municipal de Caruaru não concordam com as recentes mobilizações dos professores na Câmara Municipal de Caruaru e na reunião da noite dessa terça (02), o líder da situação na Casa, Dr. Demóstenes (PSD), e o presidente do Legislativo, Leonardo Chaves (PSD), argumentaram que deve haver um espaço para diálogo com os educadores, mas que os edis não podem ser tachados de inimigos da educação, ou ainda, alvos de manifestações, após o projeto já ter sido aprovado e a lei sancionada.

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Para Demóstenes, que se tornou o principal alvo dos professores, os protestos dos professores são desrespeitosos. “Eu compreendo a mobilização dos professores, com palavras de ordem, gritos, cartazes, mas precisamos avaliar que não é com ofensas aos vereadores que haverá uma linha de diálogo melhor com a prefeitura. A Lei já foi sancionada, mas a prefeitura abriu espaço para negociação em vários pontos e houve flexibilidade, mas existem convicções defendidas pela administrações essas convicções precisam ser discutidas de forma madura, dentro da Lei e da educação. Eu acho que colocar o vereador como inimigo da educação é uma agressão gratuita. Essa Casa já aprovou diversos requerimentos e indicações que ajudam a Educação, então não cabe dizer isso de nós. Eu acho que os sindicalistas devem se manifestar em ver como é a melhor forma possível de mudar a educação. Voltar para as salas de aula, educando nossos jovens, pensar que a educação é um conjunto, que passa pela capacitação, pela melhoria de sala de aula e salário também… Não apenas um setor. Não deve haver essa briga tola entre sindicato e Câmara. O protesto está sendo feito de uma forma errada”, defendeu.

Já Leonardo Chaves (PSD), que decidiu limitar o número de manifestantes na galeria na reunião dessa terça, acredita que os protestos tendem à desordem. “Nessa reunião eles vieram mais passivos, mas na semana passada eles detrataram os vereadores e tumultuaram. O que eu determinei é que lotada a galeria, se fechassem as portas, para evitar que acontecesse confusão, mas eu não proibi professores de entrar. Tem que ter ordem, eu não vou mais permitir que fique superlotado”, justificou Leonardo, que foi repudiado na manhã desta quarta (03) pela Associação dos Trabalhadores em Educação de Caruaru.

Outro que não concorda com os protestos na Casa é o vereador Zé Ailton (PDT), que usou sua página no Facebook para criticar os professores. “Ontem usei a tribuna e reafirmei meu discurso, em relação aos professores que estavam protestando na Câmara Municipal, votei e votaria novamente no projeto do PCC, estou trabalhando pelo quinto mandato na Casa José Carlos Florêncio pela vontade do povo e tomo todas as posições com tranquilidade, e que estarei por Mais 4 Zé+Zé representando a maioria dos Caruaruenses, não a minoria de algumas pessoas que dizem pregar a educação mais [sic] vão a repartições publicas [sic] realizar imundice “, citou o vereador.

Em paralelo às críticas dos vereadores, outro vereador da situação, Ricardo Liberato (PSC), vice-líder da base do governo, apresentou requerimento de voto de aplauso à atuação do secretário municipal de Educação, Welson Costa.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro