19 de outubro de 2013 às 13h25min - Por Mário Flávio

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Na noite desta sexta-feira (18), o vereador Jajá (PPS) esteve no sexto período do curso de Jornalismo da Faculdade do Vale do Ipojuca (Favip/DeVry), para um debate sobre Marketing Político e Assessoria de Imprensa. O vereador esteve acompanhando do assessor de imprensa dele, o jornalista Diogenes Barbosa, detalhando os trabalhos que são mantidos na área de comunicação e como isso tem o ajudado no mandato.

Mesmo que o objetivo do debate tenha sido entender de que forma Jajá lida com a mídia, o vereador não se esquivou de responder perguntas polêmicas, sobre as constantes críticas feitas ao prefeito de Caruaru, Zé Queiroz (PDT); sobre os dias em que esteve recluso na Penitenciária Juiz Plácido de Souza (PJPS); de como observa os movimentos LGBT mantidos atualmente em Caruaru; e ainda sobre a forma como observa a política.

Inclusive sobre o futuro da carreira política. “Fui chamado por inúmeros deputados para participar da campanha deles [apoiando], mas isso é algo que ainda estou analisando. Mas, se pretendo me candidatar a deputado? Isso é algo que precisa ser analisado. Seria ótimo, iria dar ainda mais visibilidade as minhas críticas, mas acho que é um projeto para mais alguns anos”, respondeu aos ser questionado se pretende disputar uma vaga como deputado (federal ou estadual), e se este seria um projeto já para as próximas eleições.

E desabafou ao falar da forma como observa o tratamento que é dado aos projetos aprovados por ele na Câmara Municipal de Caruaru. “Me sinto decepcionado com a falta de atenção aos meus requerimentos. Recentemente tive aprovado na Câmara o Projeto de Lei que cria o Dia Municipal de Luta pela Educação, e o prefeito teve 30 dias para sancioná-lo, e não fez isso. Lamento que na política ainda aconteça este tipo de situação”, afirmou.

Sobre a relação com os movimentos LGBT de Caruaru, disse ser contra a forma como muitas ações são conduzidas. “Sou homossexual, assumido, mas não vejo a necessidade de ‘balançar a bandeira’ da causa. Afinal de contas, a classe ainda interpreta muitas coisas de maneira equivocada. Por exemplo, em uma ‘Parada Gay’, vejo pessoas ridicularizando o evento, fazendo gestos obscenos na frente de centenas de pessoas. Faltando com o respeito com quem está ali para tentar entender melhor a causa. Nos sentimos constrangidos quando se trata, por exemplo, de um casal hetero, então porque seria diferente com um homossexual? Por isso, tenho dado mais atenção a projetos que beneficiam a população como um todo”, opinou.

O debate de Jajá com os estudantes durou pouco mais de duas horas. Na próxima semana, será a vez de um vereador que apoia o atual prefeito da cidade estar em sala de aula, debatendo com os futuros jornalistas.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro