27 de outubro de 2017 às 20h22min - Por Mário Flávio


O Senado espanhol aprovou a suspensão da autonomia da Catalunha e decidiu destituir o líder regional, Carles Puigdemont. O governo da Espanha deve recorrer ao Tribunal Constitucional, pois o parlamento da Catalunha, declarou nesta sexta-feira (27), em uma votação secreta, a independência do território. Foram 70 votos a favor, dez contra e dois em branco. A oposição se retirou do plenário e se absteve de votar. 

Quem dá mais detalhes sobre este caso é o professor do Departamento de História da Universidade de Brasília, Virgílio Caixeta Arraes. “O governo espanhol não pode admitir que a Espanha abra, sem a concordância, mão de parte de seu território. Até porque isto poderia desaguar em outros movimentos. Então isto já é clássico na história. Muitas vezes determinadas comunidades, determinados povos, dentro de estruturas administrativas maiores pressionam por mais autonomia e, isto sendo negado a eles, há uma radicalização.”

Haviam aqueles que eram a favor do referendo e a separação da Espanha e aqueles que culpam o líder catalão, Carles Puigdemont, de prejudicar a economia da região e de forçar uma independência que não é a decisão da maioria. Porém, depois da divulgação da declaração unilateral de independência por parte dos separatistas, o primeiro ministro Mariano Rajoy, pediu tranquilidade aos cidadãos espanhóis e afirmou que a situação voltará à legalidade. É o que explica Virgílio Caixeta Arraes.


Comentários



...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro