12 de dezembro de 2013 às 21h28min - Por Mário Flávio

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A esquerda caruaruense viveu mais uma noite de muita nostalgia. O lançamento da nova edição do livro biográfico “Memórias de Gregório Bezerra” reuniu intelectuais, políticos e jornalistas. Antes do início da noite de autógrafos, pelo professor Roberto Arrais, houve um debate sobre a atual situação do comunismo e principalmente da vida de Gregório Bezerra. Compuseram a mesa o professor Reginaldo Melo, jornalista Almir Vilanova, sociólogo Danilo Aguiar, além do próprio Arrais. De início, cada componente da Mesa emitiu uma rápida opinião sobre a democracia.

O sociólogo Danilo Aguiar deu um depoimento emocionando sobre a história dele no comunismo e relembrou nomes da história do Partido Comunista. “Estou vendo aqui a revista da Câmara e me deparo com uma matéria sobre a restituição dos diplomas de Manoel Messias, Chico do Leite, Souza Pepeu e Abdias Lé… Ah, Abdias, quanta saudade, e quanta dó de não ter vindo para o funeral desse grande camarada. Caruaru é um lugar especial para todos os comunistas”, disse.

O escritor Roberto Arrais, que está relançando o livro, deu detalhes da obra. “Nesse livro o Gregório trata de histórias incríveis e algumas sobre a nossa região, como é o caso de um comício aqui em Caruaru, que terminou numa grande confusão. Os comunistas lutam pela igualdade na sociedade e estamos aqui por isso. O Gregório muitas vezes era criticado dentro do partido por usar uma linguagem simples e pediam que ele fizessem citações, mas ele fazia traduções, para que os camponeses entendessem”, observou.

Ele ainda lembrou histórias ao lado de Gregório. “Decidimos lançar Gregório a deputado federal em 1982. Levamos ele no foto beleza, que era uma espécie de fotoshop da época. Quando fizemos a fotografia dele, ele viu e disse: está muito bonita, mas não sou eu! Quero uma foto minha, de verdade. Eu era repórter fotográfico e ele disse para eu fazer a foto da campanha. Fomos para casa e iniciei as fotografias, mas ele não sorria. Pedi que ele desse um sorriso e saiu a capa desse livro. Uma imagem que para mim tem esse significado: ’um homem feito de ferro e flor’. Esse era Gregório Bezerra”, disse.

Uma noite para lavar a alma dos comunistas e saudosistas de uma época em que os espaços não eram por cargos, mas para ajudar, de fato e de direito, ao próximo.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro