25 de janeiro de 2018 às 11h55min - Por Mário Flávio

Do Uol

Um dia depois de ser condenado em segunda instância na Operação Lava Jato, o que pode deixá-lo de fora das eleições deste ano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve sua candidatura à Presidência reafirmada pelo PT nesta quinta-feira (25).

“Estamos lançando a pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República”, disse a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), ao abrir a reunião da Executiva Nacional do PT na sede da CUT, em São Paulo.

O PT já havia lançado formalmente e pré-candidatura de Lula em dezembro do ano passado.

O ex-presidente participa da reunião de hoje. O evento contou também com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), além de governadores petistas, lideranças do partido, de centrais sindicais e de movimentos sociais.

O evento de hoje foi o segundo ato público de Lula em menos de 24 horas após a condenação, em um aparente esforço para manter em circulação a ideia de que sua candidatura é viável e que é alvo de perseguição política.

O ato contou com falas do ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão e do advogado Luiz Fernando Pereira, que explicaram aos militantes presentes as perspectivas de Lula na Justiça comum e na eleitoral. Na frente política, algumas das lideranças presentes voltaram sua artilharia para o Judiciário.

“Eu sou daqueles que já não aposta tanto no Judiciário”, disse o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) foi mais incisivo. Segundo ele, “estão rompendo o pacto da redemocratização” e “trancando a via institucional”.

Lindbergh defendeu que a militância deixe “as ilusões de lado”, porque não será na Justiça que vão vencer o “golpe” –como os aliados de Lula chamam o impeachment de Rousseff e as medidas do governo de Michel Temer (PMDB).

‘Tem que ter rebelião cidadã para o Lula ser candidato”, afirmou.

Já o coordenador nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), João Pedro Stédile, disse que, “se o povo não estivesse dando bola” para Lula, colocando-o na liderança de pesquisa, não haveria a suposta perseguição ao ex-presidente.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro