O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou nesta sexta-feira (4) as 13 candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026. Entre os nomes confirmados está o empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB), que terá Leonardo Avalanche como candidato a vice-presidente.
A situação de Marçal, no entanto, permanece cercada por uma disputa judicial. O empresário foi declarado inelegível até 2032 pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), em processo relacionado ao uso indevido dos meios de comunicação social durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024. A condenação foi mantida pelo tribunal paulista por 4 votos a 3, além da aplicação de multa de R$ 420 mil.
Como a defesa ainda busca reverter a decisão na Justiça Eleitoral, Marçal poderá disputar a eleição na condição de candidato sub judice. Na prática, ele poderá fazer campanha, pedir votos, participar da propaganda eleitoral e permanecer com o nome na urna enquanto não houver uma decisão definitiva sobre o caso.
A candidatura de Marçal já havia enfrentado obstáculos antes da homologação. Em agosto, o TSE chegou a proibir atos de campanha e o uso de recursos oficiais enquanto analisava questionamentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral, entre eles dúvidas sobre o cumprimento do prazo de filiação partidária.
Para viabilizar o registro, a defesa conseguiu uma decisão judicial determinando a regularização provisória da filiação de Marçal ao PRTB, com efeito retroativo a 4 de abril, prazo-limite de seis meses antes da eleição.
Com a homologação, Marçal passa oficialmente a integrar a relação dos 13 nomes registrados para disputar o Palácio do Planalto. Além dele, estão na corrida Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), entre outros candidatos. Marçal concorrerá com o número 28.
A confirmação representa uma reviravolta em relação às expectativas das últimas semanas. Em agosto, o Ministério Público Eleitoral havia defendido o indeferimento do registro, e a própria candidatura chegou a sofrer restrições enquanto o TSE analisava o processo. A disputa jurídica, contudo, ainda não terminou: o resultado eleitoral de Marçal poderá depender da decisão definitiva da Justiça Eleitoral sobre sua elegibilidade.

