O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou, por meio de decisão liminar, a suspensão da divulgação da pesquisa eleitoral PE-05044/2026, registrada pelo Instituto Conecta de Pesquisa. A medida foi tomada após representação apresentada pelo Podemos, que apontou supostas irregularidades metodológicas no levantamento e alegou favorecimento ao pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos.
Na ação, o partido sustentou que a pesquisa apresentava tratamento desigual entre os nomes avaliados, beneficiando João Campos em detrimento da governadora Raquel Lyra. O caso foi analisado pelo desembargador eleitoral José Ronemberg Travassos da Silva, que entendeu estarem presentes os requisitos necessários para a concessão da tutela de urgência.
De acordo com a decisão, um dos principais problemas identificados foi a formulação do questionário. O magistrado observou que apenas João Campos aparecia associado ao “apoio de Lula”, enquanto Raquel Lyra e os demais pré-candidatos eram apresentados de forma independente. Para o desembargador, essa diferença de tratamento compromete a neutralidade metodológica exigida em pesquisas eleitorais.
A decisão também aponta possíveis inconsistências entre o plano amostral apresentado pelo instituto e as faixas de renda utilizadas durante a aplicação do questionário. Além disso, foram levantadas dúvidas sobre a documentação referente ao estatístico responsável pelo levantamento.
Com a liminar, o Instituto Conecta está proibido de divulgar qualquer resultado, percentual ou dado relacionado à pesquisa até nova deliberação da Justiça Eleitoral. Em caso de descumprimento da determinação, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente ao valor de R$ 100 mil.
