6 de junho de 2012 às 23h45min - Por Mário Flávio

Após os desabafos de Azulinho, Jucélio Vilela e a metralhadora de Herbert Lucena, o cantor e compositor Tony Maciel é mais um que centra fogo contra a Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru. Pelo facebook ele se queixou de não ter sido inserido na grade do Polo alternativo. Recentemente, Tony fez um excelente trabalho e teve as suas músicas gravadas por Elba Ramalho, Nando Cordel e Daniela Mercury.

Logo que o texto foi publicado as pessoas começaram a se solidarizar, entre eles, o cantor Azulinho, que reclamou e muito por ter ficado de fora de uma apresentação solo no palco principal. “Olha, isso e uma falta de respeito com o artista que luta por seu espaço, afinal de contas o polo alternativo foi criado pra vc tony e toda galera que canta a MPB EM CARUARU e vc deveria ter uma data la, aí vem alguém e dizer cuidado com o que vc fala, isso tá errado. Cuidado com o que fazem com nossa classe, com o artista da terra, nós merecemos respeito (sic)”, postou Azulinho. Abaixo a postagem que o artista publicou nas redes sociais.

Odeio fazer desabafos, aqui não é diário!
Mas, hoje me perdoem irei usar esse espaço para isso. Você ama uma cidade, defende e luta por ela. Minha cidade ás vezes chega primeiro em tudo que eu faço, no trabalho (jornalístico) e na minha música.

Aí você se depara com uma triste realidade, “Polo Alternativo”. E você fora da programação. Mas, como assim? Quais são as outras possibilidades de calendário para a MPB? Não quero dá lição de moral – afinal moralidade é um conceito filosófico – e não sei até onde isso ajudaria. Não é todo mundo que tem filosófia de vida.

Porém, onde ficam os que não “vendem” sua música? Os que não montam projetos apenas para serem inseridos em roteiros de calendário (São João, Carnaval, enterros de autoridades e etc…?). “De janeiro a março é funk, de março abril rock in roll. Mas, pela grana ele encara um funk ou vira um black branquinho que canta SOUL”.

Quando será que VOU entender, que as pessoas tratam tudo isso como um negócio! Ganha o que joga, o que fuma, os que sentam nas mesas de bares ou com as autoridades, fazendo da sua arte um produto e negociando a própria alma.

Caruaru não tem culpa!
Mas, ficou pequena demais pra mim


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro