25 de março de 2013 às 11h46min - Por Mário Flávio

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O Brasil comemorou neste domingo 15 anos de sanção da Lei 9.615, mais conhecida por Lei Pelé, aprovada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 24 de março de 1998. A lei teve como relator o deputado federal Tony Gel e recebeu esse nome em homenagem ao então ministro dos Esportes, Edson Arantes do Nascimento, o ex-jogador Pelé, autor do projeto.

A lei que criou novas normas para o desporto brasileiro fez valer ”questões polêmicas”, como a eliminação da cobrança de transferência dos atletas e a transformação dos clubes em empresas. “É preciso acabar com a escravidão do passe”, disse Tony Gel à época. “É preciso encontrar meios modernos para compensar os investimentos dos clubes”, defendeu o deputado.

As discussões em torno do assunto geraram opiniões divergentes, pois, no final, os jogadores acabavam sendo os principais beneficiados com o fim do passe que os prendia a determinado clube de futebol, mesmo após o fim do contrato. Antes de apresentar seu parecer sobre o Projeto, o deputado Tony Gel viajou o Brasil inteiro e se reuniu com desportistas, profissionais da imprensa e parlamentares, somando conhecimentos e ouvindo sugestões, fazendo da humildade sua principal arma, conforme noticiou a imprensa.

Tony Gel também comentou a convivência que teve com o Rei Pelé no período em que foi relator da Lei. “Pelé é uma pessoa muito simples, sabia ouvir. Ele me dizia: ‘Tony Gel, faça o que você achar que deve fazer’. Certa vez, eu estava no gabinete e alguém me ligou do Ministério dos Esportes. Passaram o telefone e ele próprio me perguntou se eu poderia almoçar com ele. É um cara muito bacana e me deu essa oportunidade de ficar conhecido nacionalmente como relator da Lei Pelé. Depois, recebi uma carta escrita por ele agradecendo por meu trabalho”, ressaltou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro