3 de fevereiro de 2018 às 07h33min - Por Mário Flávio

Em meio às discussões sobre a reforma da Previdência, um dos desafios do governo Federal tem sido rebater argumentos de quem é contrário às mudanças nas regras para aposentadoria. Em entrevista à rádio Bandeirantes, nesta semana, o presidente Michel Temer afirmou que a reforma não vai atingir as pessoas que recebem o limite máximo estabelecido pelo INSS.

“Para quem ganha até o teto da Previdência Social, que é R$ 5.645, não tem nenhuma diferença. Os que ganham além desse valor vão ter que fazer uma Previdência complementar. Não significa que eles não se aposentarão com 30, 33 mil reais. Apenas vão ter que pegar uma parte do que ganham por mês e depositar em uma conta suplementar para garantir essa aposentadoria”, explicou o presidente.

Temer disse ainda que, se o texto da reforma não for aprovado pelo Congresso Nacional, o setor previdenciário pode falir, o que acarretaria no fim dos benefícios.“Se nós não concertarmos a Previdência, daqui a dois, três anos a Previdência não resiste. Vejam o que aconteceu com o Rio de Janeiro ou o Rio Grande no Norte. Se a União não socorre, não haveria como pagar os aposentados. Houve impossibilidade de pagamento”, lembrou.

Entre outros pontos, a reforma da Previdência pretende equiparar os regimes previdenciários dos servidores públicos aos do INSS. Segundo a equipe econômica do governo Federal, isso vai acabar com privilégios existentes atualmente no setor.

Na avaliação da economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, essa medida é necessária, pois, caso ela não seja adotada, até os servidores deixam de receber o benefício. “Não tem dinheiro para investir em Educação e Saúde. E a questão é que, se a gente não resolver esse problema, nem os servidores públicos vão receber suas aposentadorias”, comentou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro