12 de abril de 2012 às 10h59min - Por Mário Flávio

Em coletiva de imprensa realizada hoje pela manhã o Sindicado dos Médicos de Pernambuco (SIMEPE) escancarou a caótioca situação do Hospital Regional do Agreste e da Maternidade Jesus Nazareno. Os médicos mais uma vez criticaram a privatização da saúde, que segundo os diretores é prática comum do atual governo, como explica o novo presidente do Simepe, Mário Jorge Lobo. “Existe por parte do governo de Pernambuco uma espécie de moeda de troca, no que diz respeito a revalidação do Diploma. O problema disso tudo é o reflexo na saúde dos pernambucanos, já que a nossa vida é o bem maior que podemos ter”, disse o presidente do Simepe.

O diretor do Simepe, Danilo Souza, disse que já procurou as direções das unidades, mas que ainda não obteve resposta sobre as reivindicações. “Fizemos reuniões com as duas diretorias dos hospitais e mostramos os problemas, diante disso não recebemos nenhuma resposta, por isso, que decidimos pedir o apoio da imprensa para que a sociedade tome conhecimento da situação da saúde em Pernambuco, que já existe há pelo menos 12 anos. Hoje a situação ficou tão banal que as reportagens sobre a delicada situação da saúde pública não chocam mais a população, infelizmente vemos muitas ações midiáticas de todos os governos, que não condizem com a realidade. Queremos a ajuda de todos para que a sociedade não se renda”, disse.

Os médicos apontaram os problemas no Hospital Regional do Agreste: Escalas incompletas; plantões fechados devido a falta de médicos; grande quantidade de pacientes transferidos; evidências de quantidade de contratos por empenho (contratos verbais), o que segundo Danilo Souza é uma imoralidade, já que os profissionais são contratados de “boca”, sem contrato assinado. “Diante desse quadro o Simepe quer a realização urgente de concurso público”, pontuou o médico.

No Hospital Jesus Nazareno a situação é parecida e segundo o sindicalista, a unidade não oferece condição alguma de continuar funcionando. “São escalas incompletas; Plantões fechados corriqueiramente; grande conflito com a central de leitos. A maternidade Jesus Nazareno não tem condições nenhuma de funcionar”, disse sobre a maternidade do Agreste de Pernambuco, que atende 32 municípios da região.

O médico voltou a afirmar que a falta de médicos é uma falácia e segundo ele o que falta é gestão e usou como exemplo o SAMU. “Para isso, o Simepe mostra a situação do SAMU de Caruaru, que após várias negociações com o governo municipal no que diz respeito a concurso público, remuneração adequada e PCCV conseguiu escalas completas e hoje o serviço funciona de forma para atender e satisfazer a profissionais e pacientes”, disse Souza.

 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro