27 de agosto de 2013 às 18h25min - Por Mário Flávio

Os médicos pernambucanos aprovaram por unanimidade a concessão do título de “persona non grata” ao senador Humberto Costa e o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales. O presidente do Simepe, Mário Jorge Lôbo, explicou os motivos que levaram a categoria tomar esta decisão. “Foi uma proposta aprovada em assembleia por unanimidade. Eles estão demonstrando um comportamento completamente contrário aos anseios e interesses da categoria. Todos os médicos envolvidos no processo (de trazer pessoas para atuarem sem validação do diploma) estão sujeitos a serem denunciados”, declarou Lôbo.

Outra decisão da categoria foi denunciar ao Conselho Medicina de Pernambuco (Cremepe) os médicos Paulo Santana, coordenador pedagógico de um curso de três semanas ministrado aos médicos estrangeiros, e Rodrigo Cariri, também tutor do Programa Mais Médicos, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os profissionais são acusados de cometerem infração médica prevista no artigo 49 Código de Ética Médica do CFM, que descreve sobre “assumir condutas contrárias a movimentos legítimos da categoria médica com a finalidade de obter vantagens”

Os médicos também farão um ato público no dia 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de trabalho que enfrentam no dia a dia e a luta por uma carreira de Estado no SUS. Várias manifestações dos movimentos sociais, sindicatos, estudantes, igrejas, ocorrem no Dia da Independência, pois seu eixo fundamental gira em torno da soberania nacional. O objetivo é transformar uma participação passiva, nas comemorações dessa data, em uma cidadania consciente e ativa por parte da população.

Por outro lado, o Tribunal de Contas da União (TCU) vai analisar a documentação que embasou o acordo entre o Brasil e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) que vai trazer 4 mil médicos cubanos para atuar nas regiões carentes do país. “É uma questão singular, inusitada, esse formato de contratação”, avaliou o presidente do TCU, Augusto Nardes, logo depois de reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sobre o tema.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro