24 de agosto de 2012 às 12h34min - Por Mário Flávio

Em entrevista à Rádio Liberdade nesta sexta-feira (24), pela manhã, o candidato a vice-prefeito Severino Melo (PSOL), da coligação Caruaru pode Mais, comentou sobre seu desejo de fazer parte de uma chapa majoritária em uma base de esquerda e reafirmou que não poderia escolher outro palanque a não ser o do candidato Fábio José (PSOL). Ainda segundo ele, os atuais grupos políticos fazem os partidos se assumirem apenas como caldo político, citando seu desligamento do PDT e do PCdoB no passado como exemplo.

“Eu queria, nas eleições 98 e 2000, assumir um mandato na Assembleia Legislativa para mostrar que a função política é um ônus público e não uma profissão. Eu cheguei a sair como candidato pelo PDT , mas notei que eu era apenas caldo eleitoral para uns poucos caciques. Eu ressalto ainda que, nas eleições estaduais de 2002, Zé Queiroz, representante do PDT, votou em Jorge Gomes, do PSB, e não teve o mínimo interesse de votar em nenhum candidato do partido, nem federal nem estadual”, comentou o candidato.

O pensamento de Severino é que os grupos políticos beneficiam poucas lideranças, em detrimento de representantes de menor expressividade ou dos chamados partidos nanicos e defendeu que isso ocorreu tanto com PCdoB quanto com o PRTB em Caruaru, do qual Fábio José fazia parte nas últimas eleições. “Já sofri de tudo nessa política, inclusive quando soerguemos o PCdoB em Caruaru. Encontrei nove militantes do partido e fizemos o partido crescer na cidade, chegando até a disputar a prefeitura de Cauraru. A nossa esperança era que o mesmo PCdoB em 2006 participasse do pleito em uma chapa majoritária, mas o diretório estadual negou que a legenda entrasse na disputa. Depois, pedi desligamento do partido. No caso de Fábio José, a hostes interna do PRTB  preferiu se aliar a um grupo maior. Os partidos em Caruaru não cumprem sua função constitucional. Partido pode ser pequeno, mas não é pedaço”, completou.

O candidato voltou a dizer, assim como havia afirmado em entrevista anterior, na Rádio Cultura do Nordeste, que o único palanque pelo qual sentiu vontade de lutar foi o de Fábio José, por representar a terceira via na cidade.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro