O Serviço Social do Comércio (Sesc) se posicionou contra a possibilidade de desapropriação do terreno onde funciona atualmente a Feira do Paraguai, em Caruaru. A informação foi divulgada pela Prefeitura nesta segunda-feira (24), após consulta formal feita à instituição por meio do Ofício nº 11.786/2026.
De acordo com a gestão municipal, o Sesc informou que a desapropriação inviabilizaria o funcionamento de sua única unidade em Caruaru. A discussão ocorre em meio ao processo de transferência dos comerciantes da Feira do Paraguai para a Feira da Fundac e às obras previstas para ampliação e requalificação da estrutura do Sesc na área do Parque 18 de Maio.
A Prefeitura também afirma que sua avaliação jurídica aponta para a inviabilidade de uma desapropriação nas atuais circunstâncias. Segundo o município, não estariam presentes os pressupostos legais de necessidade ou utilidade pública ou interesse social que poderiam fundamentar a medida.
Ainda conforme a gestão, o terreno já é utilizado para atividades consideradas de interesse social e integra um projeto de requalificação e ampliação que receberá investimento superior a R$ 26 milhões.
Atualmente, a unidade do Sesc oferece serviços nas áreas de educação, esporte, cultura, lazer, alimentação e turismo social, além de contar com parque aquático, academia, biblioteca, espetáculos, exposições e cursos.
Projeto prevê edifício-garagem e espaço para feiras
Entre as intervenções previstas para a área está a construção de um edifício-garagem, com o objetivo de ampliar a oferta de vagas de estacionamento no entorno do Parque 18 de Maio. Segundo a Prefeitura, o projeto também prevê um espaço que poderá receber diferentes modalidades de feiras, inclusive a Feira do Paraguai após a conclusão das obras.
Enquanto as intervenções estiverem em andamento, os comerciantes serão transferidos para a Feira da Fundac, localizada em frente ao espaço atualmente ocupado pela Feira do Paraguai.
A Prefeitura informou que o processo de realocação deverá ocorrer até 15 de outubro. Durante a transição, os feirantes ficarão isentos da tarifa cobrada pelo uso do espaço, tanto no local atual quanto na Fundac, até o fim deste ano.
A gestão municipal também relacionou a mudança a recomendações do Ministério Público referentes às condições de segurança oferecidas aos comerciantes e consumidores.
O posicionamento divulgado pela Prefeitura ocorre em meio às discussões sobre o futuro da Feira do Paraguai e a transferência dos comerciantes. A gestão afirma que continuará dialogando com os feirantes, o Sesc e a Feira da Fundac durante o processo de mudança e execução das obras.
