22 de março de 2012 às 15h48min - Por Mário Flávio

As reivindicações dos servidores da Destra respingaram nos vereadores de Caruaru. Em todas as entrevistas que concedem, os servidores citam o aumento de 50% nos salários dos parlamentares caruaruenses, que desde o mês de fevereiro recebem 9 mil reais mensais. “Vejam o exemplo dos vereadores, eles estavam com os salários defasados e com justiça tiveram o reajuste. O que queremos é um aumento justo também”, citou Regivan Alencar.

O problema é que o reajuste dos vereadores está previsto na Constituição e só foi concedido após três anos de salários congelados. Vale citar ainda que o salário dos vereadores é retirado do dinheiro do duodécimo, enviado pela prefeitura mensalmente para a Casa Jornalista José Carlos Florêncio e independe de questões políticas. O duodécimo é 5% de toda arrecadação do município, o que dá hoje cerca de 830 mil reais.

VISÃO DO BLOG – Voltando a greve da Destra, nenhum dos lados quer ceder e desde o início da paralisação, que grevistas e prefeitura se pronunciam por meio da imprensa, sem sentar a mesa, o impasse fica difícil de ser resolvido. A prefeitura diz que só negocia com o fim da greve e os servidores não abrem mão, e seguem com apenas 30% do efetivo trabalhando. Outra questão ainda não explicada diz respeito a pauta dos grevistas.

Desde o início da queda de braço, a prefeitura afirma que cumpriu 13, dos 14 itens reivindicados. No entanto, os grevistas e o Sismuc, afirmam com veemência, que nem a metade da pauta foi atendida. O secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Antônio Ademildo, me mostrou um ofício do próprio Sismuc, que segundo ele, revela o cumprimento dos itens. O presidente do Sismuc, Eduardo Mendonça, nega o cumprimento e segue ao lado dos grevistas.

Enquanto a negociação se arrasta, os motoristas mal educados e infratores voltaram com toda a força. Já é perceptível motoristas parados em fila dupla, ultrapassando ao sinal vermelho, sem cinto de segurança etc. Uma pena, no momento em que os motoristas estavam se educando, existir esse impasse. A população espera por uma solução e que os agentes voltem as ruas.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro