2 de junho de 2015 às 11h32min - Por Mário Flávio

NOTA DE REPÚDIO

A Secretaria Especial da Mulher e Direitos Humanos de Caruaru vem a público repudiar o episódio inaceitável de homofobia, no dia 31 de maio, na Estação Ferroviária, que feriu quatro pessoas. Um grupo de 20 rapazes agrediu o procurador Jailson Claudino da Silva, sua irmã e o seu namorado, na saída de uma festa, por volta das 2h30 da madrugada, com socos e pontapés.

Quando passava pelas mediações da avenida, um taxista foi prestar solidariedade e também foi agredido pelo grupo, levando um corte na cabeça de 16 pontos. Jailson e as outras vítimas foram levados para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Caruaru, fizeram alguns exames e em seguida foram liberados. Na manhã do domingo, o grupo prestou queixa na 1ª Delegacia da cidade e fez exames traumatológicos no IML do município.

A atitude nefasta desses sujeitos demonstra a persistente truculência do ideário homofóbico e o quanto ainda se precisa avançar para que todas e todos possam exercer seus direitos com respeito e igualdade. A homofobia direta e indireta não só atinge a população LGBT, mas também outras pessoas que de alguma maneira se comportam fora dos padrões heterossexuais.

A HOMOFOBIA irradia-se por todas as classes, segmentos, instituições e espaços sociais. Este episódio atesta o quanto a luta da população LGBT permanece imprescindível para avançarmos numa sociedade democrática. Dessa forma, a Secretaria Especial da Mulher e Direitos Humanos de Caruaru ratifica seu repúdio à violência homofóbica, bem como seu compromisso incondicional com a causa da igualdade de direitos das populações LGBTs e as iniciativas de enfrentamento e prevenção de todas as formas de violência.

Assim convidamos vocês a fazerem parte da luta contra a homofobia e em defesa de mundo com mais igualdade. Com essa firmeza, nos colocamos à disposição da família daqueles que tiveram seus direitos violados e persistiremos na cobrança firme para que as investigações ocorram com seriedade e justiça. Nosso desejo é o de que possamos viver de fato um ambiente livre de todas as formas de violência, tipificando atitudes como essas como uma grave violação aos direitos humanos da população LGBT.

Secretaria Especial da Mulher e Direitos Humanos.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro