3 de janeiro de 2013 às 11h58min - Por Mário Flávio

Os caruaruenses Sebá e Azulão ficaram de fora da lista do resultado do VIII Concurso Público de Registro do Patrimônio Vivo do Estado. A lista foi divulgada pelo Governo de Pernambuco, por meio da Fundarpe e da Secretaria de Cultura. Os nomes vencedores foram: Arlindo dos 8 Baixos, João Silva e Associação Musical Euterpina de Timbaúba. O artista Sebá ficou decepcionado com a decisão e garantiu que mais uma vez vai tentar virar Patrimônio Vivo em 2013. Ele ficou conhecido por manter viva a tradição do Mamusebá, o grupo de Pernas de Pau e várias manifestações artísticas.

Já Azulão completou 50 anos de carreira em 2012, foi um dos homenageados do São João e tem muitas dificuldades para conseguir manter o padrão de vida.

VENCEDORES – O sanfoneiro Arlindo dos 8 Baixos, natural de Sirinhaém, na Mata Sul de Pernambuco, desde muito jovem chama a atenção por seu talento com a sanfona. No entanto, foi por conta de um conselho de Luiz Gonzaga que ele passou a se dedicar ao fole de oito baixos, reconhecido pelo grau de dificuldade que apresenta. A partir daí, surge a parceria que levou Arlindo em turnê com o Velho Lua pelo Brasil.

Há dez anos estabelecido no Recife, ele mantém no quintal de sua casa, em Dois Unidos, periferia da capital, o Forró do Arlindo. A festa ocorre todos os domingos e já se estabeleceu como um dos principais pontos de preservação do forró tradicional na cidade.

Outro recém-nomeado Patrimônio Vivo, João Silva foi também grande parceiro de Gonzagão. Compositor de mais de cem músicas das interpretadas pelo Rei do Baião, entre elas, “Tá Danado de Bom”, “Pagode Russo” e “Deixa a Tanga Voar”, não foi à toa que, no ano em que Gonzaga completaria 100 anos, seu parceiro teve sua obra valorizada e preservada.

Já a Associação Musical Euterpina de Timbaúba recebeu finalmente o devido reconhecimento pelos mais de 80 anos dedicados a música popular pernambucana. Formada por mais de 50 músicos, entre instrumentos de sopro e percussão, ela se mantém como um espaço de divulgação e manutenção da tradição musical do Estado.

Cada selecionado receberá uma bolsa anual vitalícia, além de ter inserção garantida na Política Cultural do Estado, através da participação em ações de divulgação e transmissão de saberes e registro de atividades, com o objetivo de valorizar, documentar e repassar essas tradições às novas gerações.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro