26 de dezembro de 2020 às 08h38min - Por Mário Flávio

Um sargento reformado da Polícia Militar, de 53 anos, foi preso na manhã da sexta-feira (25) por matar a esposa, de 45 anos de idade, no Alto do Mandu, na Zona Norte do Recife. A vítima, a cabeleireira Anna Paula Porfírio dos Santos, foi atingida por dois disparos de arma de fogo e faleceu dentro de casa, segundo a Polícia Civil.

Equipes da Polícia Militar (PM) foram acionadas durante a madrugada para o local do feminicídio. Segundo a PM, o marido da vítima, Ademir Tavares de Oliveira, foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Cordeiro, na Zona Oeste, onde foi autuado em flagrante.

Em seguida, o homem foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) e, em seguida, ao BPChoque. No local, até a última atualização desta reportagem, o policial militar aguardava por uma audiência de custódia.

A família da vítima e do policial aposentado contaram que os dois eram casados há 20 anos e tinham uma filha de 12. A adolescente estava em casa no momento do crime.

Na Rua Luislândia, onde o crime aconteceu, os vizinhos ficaram assustados. “Foi um choque, porque ninguém aqui no bairro esperava”, disse o Antônio de Pádua, vizinho da vítima e do ex-sargento preso.

Crime ocorreu após a ceia, segundo perito

De acordo com o perito Fernando Benevides, que esteve no local do crime, o feminicídio aconteceu depois da ceia natalina, no quarto do casal.

“Eles estavam separados, reataram o relacionamento e ele infelizmente cometeu essa tragédia. O DHPP foi acionado, chegou ao local e ele não reagiu, entregou a sua arma. Foram dois disparos, um no tórax e outro na face. Um a uma curta distância e outro à queima-roupa”, disse.

Outros membros da família do sargento reformado moram no térreo da casa e haviam celebrado o Natal junto com o casal. Os familiares ouviram os disparos depois que os dois subiram para o quarto, mas não conseguiram socorrer a vítima, de acordo com o perito.

“A família dele ouviu tudo, mas quando chegou lá não tinha mais como socorrer por conta da gravidade. Todo mundo ouviu, mas não teve como socorrer. Foram tiros fatais. No local do crime tinha bastante sangue e algum desalinho, indicando que houve uma discussão, mas não luta”, contou Benevides.


Comentários


...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro