8 de dezembro de 2020 às 08h14min - Por Mário Flávio
Final da votação da reforma da pda previdencia, em primeiro turno, no plenário da Câmara. Brasilia, 12Jun2018. Foto: Sérgio Lima/PODER 360Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Com a saída de Rodrigo Maia (DEM-AP) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) da disputa pelas Presidências da Câmara e do Senado, respectivamente, após o STF (Supremo Tribunal Federal) barrar no domingo (6.dez.2020) a possibilidade de reeleição, novos nomes surgem na corrida para o comando das Casas Legislativa (2021 a 2022). A eleição será em 1º de fevereiro de 2021.

Na Câmara, entre 10 candidatos, 5 nomes saem à frente da disputa com chances de vencer: Arthur Lira (PP-AL)Marcos Pereira (Republicanos-SP)Baleia Rossi (MDB-SP)Fábio Ramalho (MDB-MG) e Fernando Coelho Filho (DEM-PE).

O deputado federal Arthur Lira tem o apoio do Planalto e do Centrão, sendo um forte candidato do governo. Agora, ele busca o apoio do PSB. Um grupo anti-Doria no PSDB no Congresso também decide nesta semana se o apoiará. Concorrentes dizem que ele ganhou força.

O apoio de Maia a qualquer candidatura ainda está indefinido. Há vários nomes para entrar no jogo. No entanto, a fragilidade do atual presidente, derrotado no STF, pesa neste momento. Não há como indicar algum favorito.

Fábio Ramalho (MDB-MG) tem força no baixo clero, que pode influenciar o 2º turno na disputa. Nas eleições de 2019, ele ficou em 2º lugar com 66 votos contra 334 de Maia que saiu vencedor. O deputado federal também tem apoio dos que se queixam das sessões virtuais, que privilegiam os líderes.

Na manhã dessa 2ª feira (7.dez.2020), menos de 24 horas depois da decisão do Supremo, Rodrigo Maia disse que a candidatura do governo à sua sucessão é contra ele.

“A candidatura do governo é contra o Rodrigo Maia, infelizmente, apesar de tudo o que eu aprovei e articulei para ser aprovado na Câmara dos Deputados”, declarou o atual presidente da Câmara em entrevista à GloboNews. Ele e Jair Bolsonaro tiveram atritos desde o início do governo.

O candidato favorito do Planalto é Arthur Lira (PP-AL). Maia citou o adversário poucas vezes na entrevista. “Nossa candidatura não é contra ninguém, não é contra o governo, não é contra o Arthur Lira. Nosso candidato é a favor da democracia, a favor da Câmara dos Deputados”.

Maia deverá apoiar um aliado para concorrer na eleição, que será realizada em fevereiro. Ele citou entre os possíveis escolhidos os seguintes nomes, nessa ordem:

  • Aguinaldo Ribeiro (PP-PB);
  • Baleia Rossi (MDB-SP);
  • Elmar Nascimento (DEM-BA);
  • Luciano Bivar (PSL-PE); e
  • Marcos Pereira (Republicanos-SP).

As declarações de Maia deixam claro que a ideia de seu grupo político é colar a imagem de Lira à do governo e dizer que representam a independência da Casa. Ele também disse que a decisão do STF deu mais energia para que os deputados que disputam sua bênção se mobilizem na busca de viabilidade eleitoral.

Ele também citou a possibilidade de surgir algum candidato de esquerda em seu campo de influência, o que no cenário atual parece improvável. “Talvez também na esquerda, o PDT possa querer introduzir um nome nesse debate, o PSB, o PT. Porque nós entendemos que nosso campo é o campo que representa essa independência”, disse o presidente da Casa.

NOMES PARA O SENADO

Já no Senado, a disputa tem como principais candidatos 2 nomes do governo. Eduardo Gomes (MDB-TO) e Eduardo Braga (AM).

O senador Eduardo Gomes é o líder do Planalto no Congresso e integra o maior partido na Casa, o MDB, com 13 senadores. Em tese, é o predileto de Bolsonaro. Mas tem de vencer dentro da bancada. Aí surge com mais força Eduardo Braga, líder da Maioria no Senado. Os 2 são palatáveis para os governistas.

O PSD tem a 2ª maior bancada do Senado, com 12 congressistas. Fala em emplacar Antonio Anastasia (MG) ou Nelsinho Trad (MS).

O PSDB quer Tasso Jereissati (CE). Anastasia que já foi da legenda, também tem apoio.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, fez muitos pequenos favores nos últimos 2 anos. A expectativa é de que tenha pouca influência no processo decisório. Isso porque depois de o senador do Amapá deixar a cadeira terá pouco a oferecer no futuro.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro