14 de novembro de 2012 às 07h55min - Por Mário Flávio

O vereador Rogério Meneses (PT) voltou a criticar o deputado federal Wolney Queiroz (PDT) na Câmara Municipal. Na sessão desta terça, o petista disse que o  deputado cobra fidelidade aos vereadores, mas que por conta da necessidade, votou contra a presidenta Dilma (PT). Ele disse que não tem como o parlamentar, seja em qualquer instância ser fiel a sua base. Em alguns momentos, segundo o vereador, não tem como ser fiel, caso contrário, o político acaba ficando contra o eleitorado e muitas vezes na hora de ficar a favor do presidente ou do governador, o parlamentar vai ficar do lado do eleitor, que vai garantir a ele uma cadeira no legislativo.

O exemplo citado por Rogério foi a votação dos royalties, quando a presidenta foi derrotada. “Esta semana houve a votação dos royalties do petróleo e o projeto da presidenta Dilma defendia a maior parte dos recursos para a educação e ela tem a maioria das bancadas no Congresso e Senado e só votaram pelo o que queria a presidenta, praticamente os deputados do PT, é tando que ela foi derrotada na Câmara pelos deputados da base e os que se dizem fieis, votaram contra”, disse na Tribuna.

O petista garantiu que Wolney cobra fidelidade, mas usa da prática do faça o que digo, mas não faça o que faço. “Quem uma vez na vida, seja vereador, deputado ou senador, não votou contra o Executivo? Existem casos e casos e toda a regra tem exceção, mas tenho a certeza que os deputados que votaram contra a presidenta Dilma, fizeram certo, votaram correto e se estivesse lá, também tinha cotado contra a presidenta Dilma, como fez o deputado federal Wolney Queiroz. Ele que cobra tanto fidelidade e recentemente disse que todo deputado tem que ser fiel e votar com o Executivo, mas votou contra, articulou e derrotou o projeto da presidenta. Ele votou correto, foi a favor dos municípios brasileiros, que passam por dificuldades financeiras, mas é lógico que o projeto da presidenta Dilma era bom, afinal nenhuma nação cresce se não investir em educação de qualidade, mas no entendimento de ajudar aos municípios, que estão quebrados, principalmente após a prorrogação do IPI, precisam de mais alguma coisa para sobreviver”, expôs.

O violeiro ainda citou o exemplo da retirada da gratificação de alguns servidores da educação, que para ele pesou de forma negativa para os vereadores da base aliada. “Na política é assim, algumas vezes temos que votar contra ou a favor do Executivo e nem sempre é positivo e isso vai acontecer com os futuros vereadores. Vejam o nosso exemplo, hoje pagamos muito caro por ter votado a favor do projeto que retirou a gratificação dos servidores da educação municipal, ainda ontem encontrei uma mulher que disse ter votado em mim três vezes, mas que devido a essa votação, se eu tivesse me candidatado aqui, não votaria mais”, pontuou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro