27 de setembro de 2013 às 07h55min - Por Mário Flávio

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O vereador Ricardo Liberato (PSC), vice-líder da base do governo na Câmara de Caruaru, apresentou uma proposta curiosa na noite dessa quinta-feira (26), durante reunião ordinária. Ele quer a subscrição dos demais colegas na Casa para que se abram investigações, abertas ou sigilosas, sobre suspeitas de que vereadores de oposição teriam oferecido dinheiro para colegas de situação, com o intuito de direcionar votações em determinados projetos, o que se enquadraria como corrupção passiva.

“Nos últimos dias a Câmara de Vereadores de Caruaru tem sido objeto de comentários na imprensa dando conta de transações espúrias que estariam direcionando votações e determinando a conduta de parlamentares. As suspeitas apontam na direção de atos ilícitos que ferem a ética e o decoro parlamentar. O noticiário, inclusive, destacou que um vereador foi coagido por proposta financeira apresentada pela oposição, o que indica procedimento ilegal e desonesto repudiado pela ética e pela opinião pública”, justificou em sua proposta, referindo-se  a uma especulação feita em emissora de rádio local sobre a votação da proposta da CPI da CGU, que investigaria irregularidades que haviam sido apontadas pela Controladoria-Geral da União na aplicação de recursos federais pela prefeitura municipal em 2011.

O requerimento da CPI, de autoria de Evandro Silva (PMDB) foi apresentado em plenário após obter 8 assinaturas, mas foi rejeitada em uma votação de 11 contra 9, após a presidência da Casa justificar que qualquer requerimento levado a plenário deveria ser apreciado. O problema é que em comentários entre os vereadores, supunha-se que Ricardo estaria se referindo indiretamente a Ranilson Enfermeiro (PTB), cujo nome teria sido citado na emissora de rádio como um dos que teriam sido favorecidos pela oposição.

Contudo, o vice-líder garantiu que não se referia a vereador algum e que apenas quer prestar esclarecimentos sobre essas especulações. “A colocação que fiz foi para o bem desta Casa Legislativa e da população de Caruaru, que sabem das informações a partir da imprensa local. Em momento algum passaria por minha cabeça me trocar, intimidar, ou dar “sugestas”. O que eu não quero receber, eu não vou dar. O que eu quero é esclarecer isso, legislar para Caruaru, e não trocar picuinhas e conversas fiadas”, completou.

Ele explicou ainda que sua proposta não partiu de indícios ou provas, mas exclusivamente das especulações sobre “Não há indício nenhum, quem tem é quem relatou. Eu não estou no momento trabalhando pela Comissão de Ética, mas como um dos 23 vereadores de Caruaru. Não tenho nenhuma acusação para fazer e nenhum nome a declinar”, ressaltou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro