22 de janeiro de 2014 às 10h21min - Por Mário Flávio

Paulo Cassudé Jr.

O secretário de Projetos especiais de Caruaru, Paulo Cassundé, esteve em duas oportunidades na Câmara Municipal para explicar os detalhes do empréstimo para que Caruaru construa o BRT. Numa audiência pública com apenas dois edis e numa sessão ordinária. Veja o que disse o secretário sobre o projeto.

“As vantagens começam pela facilidade logo na entrada da estação l, quando o passageiro não chegar junto ao transporte sem ter que se preocupar com as passagens. Ele resolve isso antes de entrar na estação. O ônibus vai ficar numa faixa em que não vai haver a menor condição dos carros concorrerem com os veículos. Será uma pista exclusiva e onde houver cruzamentos com outras vias de veículos, a prioridade vai ser dos ônibus. Estamos no atual estágio em que o agente financeiro precisa mostrar que tem o interesse de financiar.

A partir da aprovação no projeto na Câmara, vamos ter aproximadamente, entre seis ou sete meses, para fazer todo o processo licitatório. Após isso vai haver a questão do Executivo e em dois ou três anos, a obra vai ficar pronta”, disse o secretário Paulo Cassudé.

O líder da oposição, vereador Val (DEM), na época questionou ao secretário a respeito da verba e como a cidade vai pagar esse empréstimo e qual o motivo do dinheiro não ser repassado, ao invés de um empréstimo. Cassundé disse que o governo federal não libera mais um montante desse, se não for via empréstimo, já que existem vários pedidos similares em todo o Brasil. “O empréstimo vai ser pago pela prefeitura, que pode receber do concessionário parte do dinheiro para custear isso. O próprio imposto vai ajudar isso, sem falar que, dois por cento do ICMS de uma obra desse, vai voltar para os cofres do município”, expôs.

Ainda foi levantado um questionamento do advogado Ivaldeci Hipólito. Ele disse que a cidade pode perder recursos, devido a incapacidade de endividamento, já que o FPM vai ser dado como garanria pela prefeitura. “O custo do empréstimo é hoje em torno de 70% do ISS mensal de Caruaru e os recursos da Saúde e Educação são garantidos pela Constituição Brasileira em pisos de 15% e 25%, respectivamente da Receita. Portanto não configura as colocações pessimistas do senhor Ivaldeci”, expôs.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro