17 de agosto de 2013 às 14h35min - Por Mário Flávio

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Oa deputados estaduais Raquel Lyra (PSB) e Daniel Coelho (PSDB), participaram de um debate no auditório da Universidade Maurício de Nassau. Mas ao contrário do tradicional embate entre governo e oposição, os dois parlamentares se uniram em torno de uma discussão franca sobre a reforma política e os movimentos populares ocorridos nas ruas do País.

O debate, intitulado “Papo Político”, foi promovido pelos grupos estudantis “Papo de Universitário” e “Politiquê?”. Os estudantes questionaram as razões pelas quais o Congresso Nacional não aprova a reforma política e condenaram a falta de nitidez dos partidos políticos. Raquel Lyra criticou o grande número de agremiações partidárias – hoje são cerca de 30 registradas no TSE – e afirmou que a maioria, sobretudo as legendas menores, desvirtuou a sua real vocação representativa, optando por defender interesses pessoais dos seus dirigentes.

A deputada também se colocou favorável aos pontos da reforma política cobrados pela população, mas admitiu não acreditar que essa reforma seja votada até a próxima eleição. Segundo ela, a única maneira de o Congresso aprová-la seria para que pudesse vigorar a partir de 2016, e convocou os estudantes a manter a pressão nas ruas.

Raquel foi enfática ainda ao apontar uma educação de qualidade como única forma de garantir eleitores mais conscientes do voto, e defendeu a necessidade de maior participação popular na elaboração dos orçamentos municipal, estaduais e federal. Ela voltou também a defender uma repactuação entre os entes federativos para equilibrar a distribuição dos recursos provenientes da arrecadação dos impostos, lembrando que da forma como está hoje, a União fica com a maior fatia, deixando Estados e, principalmente, municípios, sem verbas para investimentos e custeio.

Por último, questionada sobre a diferença entre políticos que agem de acordo com sua consciência e os que se pautam pela conveniência, afirmou que seu desejo era se unir aos estudantes nas ruas, mas admitiu a dificuldade levando em consideração que as manifestações recentes foram apartidárias. “Herdei da minha família essas convicções políticas. Minha consciência jamais vai estar em jogo, porque não me movo na vida pública nem na vida privada por conveniências”, arrematou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro