A direção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco divulgou uma nota de repúdio após as denúncias de agressão envolvendo o prefeito de Granito, no Sertão do Araripe, George Sidney. Ele é acusado pela ex-companheira, Raila Miranda, de agressão física e violência patrimonial. Segundo o relato dela, o episódio teria ocorrido dentro de casa e na presença do filho de 7 anos.
De acordo com o PT, George Sidney pediu desfiliação do partido após tomar conhecimento de que havia sido encaminhado, em regime de urgência, um processo ético-disciplinar que poderia resultar em sua expulsão da legenda.
Na nota, o partido manifestou “solidariedade à vítima diante das denúncias de agressão física e violência patrimonial” e defendeu a rápida apuração do caso. A direção estadual afirmou ainda que são necessárias providências dos órgãos de Justiça e medidas destinadas a garantir a proteção da mulher e da criança envolvidas.
Segundo Raila Miranda, a agressão teria ocorrido há cerca de 20 dias, depois que ela comunicou ao então companheiro que desejava encerrar o relacionamento. O caso, no entanto, somente foi tornado público neste fim de semana, quando ela divulgou um relato nas redes sociais. Raila afirmou que demorou a falar sobre o episódio por medo.
Em seu depoimento, Raila disse que foi vítima de violência dentro da própria residência enquanto o filho de 7 anos estava presente. Ela relatou ter ficado ferida e afirmou que, naquele momento, sua principal preocupação era sobreviver e proteger a criança. Também declarou ter sentido receio das consequências da denúncia em razão da posição de poder ocupada pelo prefeito.
A ex-companheira do gestor também relatou violência patrimonial e informou que está buscando seus direitos junto às autoridades competentes. Segundo ela, a agressão teria acontecido após George Sidney não aceitar o fim do relacionamento.
“Eu não queria mais continuar aquela relação e ele não aceitou. Ninguém tem o direito de responder a um fim com violência”, afirmou Raila.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes. As acusações relatadas por Raila ainda dependem de investigação e eventual responsabilização nas instâncias cabíveis.
