10 de fevereiro de 2012 às 09h30min - Por Mário Flávio

O Partido dos Trabalhadores completa 32 anos de Fundação nessa sexta. Se em algumas cidades o partido fará uma grande festa, o diretório de Caruaru não vai ter muito o que comemorar. A sigla na cidade segue a reboque das grandes lideranças e deve ser mais um partido a fazer parte da Frente Popular, nada mais que isso.

Os companheiros não se entendem e seguem se contentando com quase nada. Veja o exemplo de Rogério Meneses e Louise Caroline. Após muitos anos sendo um partido sem expressão alguma, o PT conseguiu eleger um vereador, que apesar de ter um comportamento explosivo, recolocou a Câmara de Caruaru nos trilhos. O petista foi destaque em todo o Brasil, mas os diretorianos nem deram muito valor.

A ex-secretária da Mulher, Louise Caroline, foi a Espanha terminar uma etapa do Mestrado e deixou o PT órfão por seis meses num ano eleitoral. Mais uma vez faltou articulação do PT para que tanto Louise, quanto Rogério ficassem em Caruaru. Embora, Elba Ravane faça uma boa gestão ao substituir Louise. Com essas duas liderenças fora da disputa eleitoral o que resta ao partido?

A legenda segue com candidatos que dificilmente serão eleitos. O jornalista Hérlon Cavalcanti quer ser o sucessor de Rogério Meneses, mas sem apoio do Executivo terá dificuldades. O diretor de Cultura, Djair Vasconcelos, também tem a intenção de disputar, mas nem entre os artistas é unanimidade e deixa a entender que a candidatura pode ser uma birra com Rogério e o próprio Hérlon.

Sobram Eduardo Guerra e Zé Carlos Menezes. O primeiro deixou o PCdoB após perder o controle da legenda e exerce o cargo de secretário Executivo de Relações Institucionais no governo de Zé Queiroz. Mas desde que assumiu a função, a relação do prefeito com alguns vereadores só piora, cabendo o papel de bombeiro ao secretário Antônio Ademildo.

Guerra é muito educado, tem boa retórica, mas a análise aqui é política. O ex-secretário Zé Carlos Menezes não tem a intenção de ser candidato e foi engolido goela abaixo por parte dos petistas, que não aceitaram o nome dele. O PT de Caruaru é um partido que não se valoriza, se conforma com pouco e segue na contramão do que representa o partido no Brasil. No meio de todo esse tiroteio está o presidente Josué Euzébio, cheio de boas intenções, mas cercado de petistas vaidosos, que interferem ou tentam interferir o tempo todo na sua gestão.

Saindo desse debate local, o valor do PT é imensurável. O partido mudou a forma de fazer política e hoje o Brasil é um antes do PT e outro após a fundação do mesmo e merece o reconhecimento pela passagem dos 32 anos de fundação.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro