29 de novembro de 2017 às 07h10min - Por Mário Flávio

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Inspirado no ex-governador Mário Covas, que ao disputar a Presidência da República em 1989 afirmou que o Brasil precisava de um “choque de capitalismo”, o Instituto Teotônio Vilela ofereceu ontem à direção nacional do PSDB um esboço de um programa de governo para ser defendido pelo seu futuro candidato a presidente Geraldo Alckmin.

O partido propõe a defesa do “estado necessário”, ou seja, nem máximo e nem mínimo, mantendo apenas as estatais que forem necessárias ao desenvolvimento do país. O partido não fala abertamente em privatizar a Petrobrás, a Eletrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica.

Mas dá a entender que está pronto para defender a desestatização de todas elas, embora reconheça que “o livre mercado por si só não é capaz de assegurar a distribuição mais equânime das riquezas produzidas e, assim, superar as desigualdades e a pobreza”. Óbvio que este documento ensejará um vigoroso debate sobre o seu conteúdo, já que a defesa de estatais ainda é tabu para certos setores do partido.

Mas com sua simples divulgação os tucanos estão prestando um notável serviço ao país. Afinal, nenhum outro partido fez isto até agora e o debate sobre a sucessão de Temer não pode se restringir à discussão de nomes (Lula, Ciro, Bolsonaro, Marina, Álvaro Dias, etc). É preciso debater ideias e é exatamente isto que o PSDB está propondo.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro