PSD deve eleger entre 8 e 11 deputados estaduais

Mário Flávio - 25.05.2026 às 18:56h

Com a governadora Raquel Lyra no comando estadual do PSD, o partido montou uma das chapas mais competitivas para deputado estadual em Pernambuco visando as eleições de 2026. Nos bastidores da política pernambucana, a avaliação é de que a legenda pode eleger entre oito e onze parlamentares para a Alepe, consolidando-se como uma das maiores forças proporcionais do estado.

Desde que assumiu a presidência estadual da sigla, Raquel acelerou o processo de fortalecimento do partido, sob a coordenação de André Teixeira Filho, atraindo deputados estaduais, ex-prefeitos e lideranças regionais com forte densidade eleitoral. A estratégia do PSD foi montar uma chapa equilibrada, com candidatos competitivos em praticamente todas as regiões de Pernambuco.

O núcleo da chapa conta com deputados estaduais que já possuem mandato e estrutura consolidada. Estão no grupo nomes como Aglailson Victor, Romero Sales Filho, Débora Almeida, William Brigido, Antônio Moraes, Jarbas Filho e Joãozinho Tenório. A presença dos parlamentares garante capilaridade política ao partido e amplia o potencial de votos da legenda.

Além dos atuais deputados, o PSD reuniu nomes considerados altamente competitivos para a disputa proporcional. Um dos principais é o ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Fábio Aragão, que deixou a gestão com forte aprovação política no Agreste. Outro nome apontado como competitivo é Janjão, ex-prefeito de Bom Jardim e liderança tradicional do Agreste Setentrional.

Na Região Metropolitana do Recife, o PSD aposta no capital político do ex-prefeito de Olinda, Professor Lupércio, além de Andréa Medeiros, primeira-dama de Jaboatão dos Guararapes e ligada ao grupo político do prefeito Mano Medeiros.

No Sertão, o partido conta com a força eleitoral do ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, enquanto no Litoral Norte surge a candidatura de Zé de Irmã Têca, ex-prefeito de Itapissuma.

Em Caruaru, uma das apostas da legenda é Anderson Luiz, ex-secretário municipal que vai disputar a eleição com o apoio do prefeito Rodrigo Pinheiro. O movimento reforça a aproximação política entre o grupo caruaruense e a governadora Raquel Lyra dentro do PSD.

Outro nome lembrado nos bastidores da chapa é Davi Muniz, tratado internamente como uma candidatura com potencial de crescimento na Região Metropolitana. O nome da primeira-dama de Gravatá, Viviane Facundes também é uma das apostas da sigla de Gilberto Kassab.

Com nomes competitivos espalhados entre Agreste, Sertão, Zona da Mata e Região Metropolitana, o PSD entra na disputa proporcional com um desenho considerado robusto por analistas políticos e dirigentes partidários. A avaliação nos bastidores é de que a chapa foi construída para disputar protagonismo na Alepe e ampliar o espaço político do partido no estado a partir de 2027. A conferir.