26 de janeiro de 2014 às 09h50min - Por Mário Flávio

Do Jornal do Commercio

Soberano no quesito alianças partidárias, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) deixará o seu “escolhido” com bastante tempo para se apresentar ao eleitorado estadual: metade de todo o tempo disponibilizado para a propaganda de rádio e televisão deverá ficar com a coligação encabeçada pelo PSB. Dos 20 minutos que a Justiça Eleitoral determina que sejam usados para o guia eleitoral, 9 minutos e 57 segundos serão dos socialistas.

A conquista somente é possível graças a união com dezoito outras siglas, sendo duas delas fundamentais para agregar tempo de exposição: PMDB e PSDB, justamente as neófitas na aliança. Todos esses partidos juntos respondem por 331 dos 513 deputados federais que integram a Câmara Federal, por isso o robusto tempo. A chapa que deve ser encabeçada pelo senador trabalhista Armando Monteiro Neto fica na segunda posição, caso se consolide o cenário de aliança com PT, PP, PROS e PSC. Serão cinco minutos e 56 segundos, sendo 1 minuto e 20 segundos do tempo igualitário – ou seja, disponibilizados a todas as legendas com representação na Câmara Federal – e mais 4 minutos e 33 segundos proporcionais aos 177 deputados que representam essa coligação em Brasília.

Maurício Costa Romão, Ph.D. em economia e consultor da Contexto Estratégias Política e Institucional, foi o responsável pelos cálculos do tempo de rádio e televisão de cada coligação. Ele destaca a importância da ferramenta na divulgação das candidaturas, mas alerta para a necessidade de bom uso desse tempo. “Se o candidato tem muito tempo mas não tem foco, pode se perder. Muitas vezes quem tem pouco tempo consegue desenvolver melhor suas propostas”, orienta.

O consultor destaca que o senador terá que aproveitar a grande inserção do guia eleitoral na capital, onde sua liderança sofre de menos inserção. “Armando é muito forte no Interior. Está sempre por lá, conversa com prefeitos. Mas na capital ele não tem tamanha projeção e o programa (guia) vai ser importante nesse sentido”, ressalva. Armando Monteiro deve ter como principal reforço o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, ambos decididos a fazer o PT local seguir com o trabalhista mesmo com a resistência da ala sindical do partido.

O candidato do PSB, seja o secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar, ou o da Fazenda, Paulo Câmara – os mais cotados para assumir o posto de candidato de Eduardo Campos – terá a seu favor ainda, para o discurso de campanha, a cartela de programas que Eduardo vem desenvolvendo. Se desenham outras três chapas, sendo uma do PSOL com o PCB, outra do PRTB com o PTN e o PSTU sozinho, sem coligação. Sendo assim, a aliança do PSOL e PCB contará com 1 minuto e 25 segundos e as demais com 1 minuto e 20 segundos cada uma.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro