24 de setembro de 2013 às 10h59min - Por Mário Flávio

Durante audiência pública proposta pelo deputado estadual e membro da comissão de Mobilidade Urbana, Ricardo Costa (PTC) sobre “Alternativas de Mobilidade para a Região Metropolitana do Recife”, que aconteceu na manhã desta segunda-feira (23), a Comissão, que é presidida pelo deputado Sílvio Costa Filho, anunciou que irá apresentar, em 30 dias, o Pacto da Mobilidade ao Governo do Estado e ao Governo Municipal do Recife. Segundo o deputado estadual Ricardo Costa, os órgãos que participaram da reunião irão formular sugestões com diagnósticos da sociedade civil organizada e, por meio da Comissão, encaminhar as propostas aos gestores. A OAB, o Ministério Público de Pernambuco, o Clube de Engenharia, o Metrorec/CBTU e o CREA participaram do encontro que reuniu mais de 100 pessoas.

“O pacto, como todos os aspectos, tem por objetivo trabalhar a convergência e apresentar as entidades competentes estudos que contribuam para os projetos sobre mobilidade”, reforçou Ricardo.

Na ocasião, foi apresentado também propostas de mobilidade pela Câmara dos Ferroviários do Clube de Engenharia. “Entendemos que cada via tem a sua importância e como a gente não tem estudo domiciliar fica difícil dizer qual modalidade deve ser implantada em cada via. Agora, no trecho da Avenida Agamenon Magalhães até o munícipio de Igarassu o modal mais adequado é o metrô”, contou o coordenador da Câmara, André Lopes.

De acordo com o estudo, essa alternativa é mais viável em relação a que está sendo construída atualmente, a BRT (Bus Rapid Transit). Na comparação, o ônibus já integrado na BRT tem capacidade para 110 mil passageiros/dia, enquanto o metrô dispõe de 800 mil passageiros/dia. Em compensação, a BRT necessita de 13 a 24 meses para implantação. Já o metrô são necessários 60 meses para o uso.

Segundo Lopes, essa alternativa trata-se da melhor opção para o eixo de transporte Agamenon Magalhães/PE15/Igarassu. “O monotrilho é a modalidade capaz de ser instalada nas avenidas com menos espaço disponível e de vocação turística com capacidade de transporte semelhante a do metrô. Sendo assim, é preciso que seja estudada uma forma de incentivar o uso do transporte coletivo”, concluiu.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro