18 de fevereiro de 2013 às 17h36min - Por Mário Flávio

Professores de Caruaru e Sismuc

Em uma breve reunião informal nesta segunda (18) com o secretário de Administração e Gestão de Pessoas da Prefeitura de Caruaru, Antônio Ademildo, professores da rede pública e representantes do SISMUC conversaram sobre a possibilidade de o prefeito Zé Queiroz (PDT) vetar o projeto que atualiza o Plano e Cargos e Carreiras para os servidores da educação na cidade. Segundo Ademildo, o presidente do sindicato, Eduardo Mendonça, comprometeu-se a apresentar um série de observações ao projeto, que já foi aprovado na Câmara Municipal, em reunião extraordinária, antes do início do período legislativo. No entanto, a aprovação foi bastante criticada pelos professores, que alegam que a atualização do PCC não teria sido previamente apresentada à categoria.

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Entre as reclamações, os professores dizem que a montagem do projeto não teve o acompanhamento da Mesa de Negociação Permanente com os professores, que foi instituída desde o final de 2011. Membros do Sismuc e da Associação dos Trabalhadores em Educação (ATEC), que representam os professores, insistem que as discussões devem se dar com a garantia do prefeito de que o projeto seria vetado, com o objetivo de ser reapresentado ao Legislativo. Para Eduardo Mendonça, isso abriria mais o diálogo. “Tivemos uma conversa breve com o secretário Antônio Ademildo e, pelo avançar da hora, marcamos de entregar nossas observações a ele amanhã [19], para que ele possa apresentá-las ao prefeito”, explicou.

Para o secretário, caso o prefeito analise as observações feitas pelos professores e concorde com elas, ele poderia vetar parcialmente o documento. “De fato nos reunimos rapidamente, mas não houve tempo para avaliar todos os pontos que eles questionam no projeto, por isso combinamos que Eduardo Mendonça iria entregar um documento com as observações no projeto, para que o prefeito avalie e decida se cabe vetar parcialmente e devolver o projeto à Câmara”, observou. Vale lembrar que, quando um projeto é aprovado na Câmara, ele precisa ser enviado ao Poder Executivo para ser sancionado ou não em um prazo de até 15 dias, a partir da entrega do projeto.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro