16 de agosto de 2013 às 00h41min - Por Mário Flávio

Se de um lado, o foco de discussões na Câmara Municipal de Caruaru girou em torno da instalação ou não de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na noite dessa quinta (15), do outro professores da rede municipal de Caruaru se aglomeraram na galeria da Casa para mais um protesto silencioso, que acabou virando uma verdadeira romaria, com direito a oração que satirizava prefeito, secretários, vereadores e irregularidades apontadas em relatório da Controladoria-Geral da União, justamente o que originou o pedido de CPI.

Eles chegaram à Câmara pouco depois das 20h, mais uma vez com cartazes e faixas que traziam críticas à atualização do Plano de Cargos e Carreiras – que resultou nos protestos desde o início do ano – até cobranças pela instalação de CPI para que os vereadores analisem se a prefeitura conseguiu solucionar irregularidades no uso de verbas federais, apontadas durante relatório da CGU em 2011. Pouco tempo antes, eles estavam reunidos em uma assembleia da categoria, encabeçada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Caruaru (SISMUC).

Já ao fim da reunião, por volta das 22h e 30, eles aproveitaram o gancho de que o pedido de CPI da CGU foi retirado de pauta e saíram da Câmara em uma procissão simbólica, em que oravam e criticavam principalmente os Poderes Executivo e Legislativo no município. “Pelo controlador dizendo que são questões pontuais, Pelas escolas que se dizem integrais, Pela educação que aqui jaz, Senhor, tende piedade de nós”, diziam os professores, em uma clara referência às respostas do Controlador-Geral do município, Tony Galvão, sobre os dados do relatório da CGU. Tony, aliás, também é criticado pelos educadores por ter encabeçado a elaboração da atualização do PCC da categoria. Já a maioria dos vereadores esperou o protesto se dispersar para irem embora, enquanto alguns comentavam nos bastidores que os professores precisam respeitar os edis.

MERENDA ESCOLAR

Fora as mobilizações na Casa, os professores também se prontificaram a fiscalizar a merenda escolar. “Entregamos uma cópia do cardápio oficial da prefeitura a todos os professores na Assembleia, para que eles acompanhem, durante 2 semanas, o que de fato é distribuído nas escolas, em comparação ao que está no cardápio. Depois desse período, vamos entregar os dados coletados a autoridades competentes para que haja uma fiscalização rígida sobre a merenda escolar no município”, explicou Fred Santiago, presidente da Associação dos Trabalhadores em Educação de Caruaru.

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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro